Olhar Econômico

26 fevereiro, 2006

Feirão do Imposto

Bem bolado esse feirão que adverte sobre a fatia que é destinada ao fisco do produts que consumimos todos os dias. Aqui, a tabela do feirão do imposto.

25 fevereiro, 2006

Salve Lula

Em 1997, a aposentadoria de vítima da ditadura de Nosso Guia era de R$ 2.365,00. O trabalhador da Grande São Paulo estava por perto. Recebia, em média, R$ 1.563,00. Uma diarista ganhava R$ 554,00.

Durante os três anos de seu governo, o salário médio do trabalhador caiu para R$ 1.060,00 (perda de 32%) e o da diarista para R$ 303,00 (perda de 45%).

Como diz o companheiro: 'Já fizemos muito mais do que uma elite que governou este país por quase 500 anos e esqueceu a parte pobre da população'. Graças a um arranjo da elite, sua aposentadoria especial passou para R$ 4.294,00. Um aumento de 81%.
Se o governo do Nosso Guia desse à patuléia o tratamento que ele recebe na ala dos aposentados, o trabalhador receberia R$ 2.813,00 e a diarista, R$ 997,00. Elio Gaspari.

Carta ao Povo II

Sim, vem ai a 2ª versão da carta ao povo brasileiro.

"A solidez macroeconômica e a credibilidade conquistada no mercado internacional, segundo Tarso, serão os grandes trunfos do PT na disputa pela reeleição. 'O governo deverá dar solidez ao crescimento econômico e mostrar que os sacrifícios mais duros já foram feitos. Assim, 2006 será o ano da colheita de todas as medidas tomadas', disse, acrescentando que a nova carta apresentará projeções sobre a conjuntura nacional e a análise das ações do governo federal." Correio do Povo

Terra dos Bancos

Nos 3 anos do governo atual, as 5 maiores instituições tiveram ganho 28% superior ao obtido nos 8 anos de FHC. Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander/Banespa e Unibanco juntos obtiveram lucro líquido de R$ 44,125 bilhões entre 2003 e 2005.
Só em 2005:

Bradesco: 5,514 bilhões (cresceu 80% em relação a 2004);
Itaú: 5,251 bilhões (cresceu 39% em relação a 2004);
Banco do Brasil: 4,2 bilhões (cresceu 184% em relação a 2004);
Caixa Econômica Federal: 2,07 bilhões (cresceu 46% em relação a 2004);
Unibanco: 1,838 bilhão (cresceu 43,3% em relação a 2004);
Santander/Banespa: 1,744 bilhão (cresceu 4,8% em relação a 2004);
Nossa Caixa: 765,6 milhões ( maior da HISTÓRIA, cresceu 113,4% em relação a 2004);
Banrisul: R$ 351,9 milhões (cresceu 16,1% em relação a 2004);
ABN AMRO: 644 milhões de euros com as operações de varejo realizadas no Brasil em 2005 (cresceu 114% em relação a 2004);

Só esses resultados ai de cima somam mais de R$ 20 bilhões. Eu também participo deste sítio ...http://www.euodeiobancos.com.br/

22 fevereiro, 2006

Até o Aldo!

Esse governo não se entende. Veja só. Primeiro foi o Vice-Presidente, o José Alencar. Ele reclamava da política de juros, do crescimento, etc. Depois veio a Dilma Roussef, que seguiu a mesma linha de peitar o Ministro da Fazenda, Antônio Palloci. Agora, chegou a vez do Aldo Rebelo. O presidente da Câmara, afirmou ontem que a estabilidade econômica não pode se tornar 'bóia de urtiga'. (???)
Ele criticou o baixo crescimento do país, que está em 2,5%. Estabilidade é importante, mas não substitui o crescimento', disse o deputado, ex-ministro e um dos principais aliados do governo Lula. Aldo também criticou a taxa de juros e disse que o país tem receio de crescer. Hoje, a taxa Selic está em 17,25% ao ano. 'O Brasil não pode manter a taxa de juros no nível em que está. Tem alguma coisa errada', afirmou. Segundo ele, existe no governo medo do desenvolvimento.
Revejo meus conceitos se o problema do Brasil é só taxa de juros como essa mentes brilhates discutem. Parem com essa brincadeira, pois juros não se resolve apenas em discurso político. Os juros é, sim, um componete importante, mas não pode ser isolado como o principio ativo.

Me deprime

Uma das coisas que mais me deprime ao ligar a TV atualmente é:

i) Ver a cara-de-pau do Lula em plena campanha no país e pior subsidiado com meus impostos;
ii) do jogo de faz de conta do PSDB em definir logo uma candidato prá enfrentar o Lula;
iii) o Rigotto querendo o Palácio do Planalto sem ter se quer feito algo de extraordinário com o RS. Se não resolve os problemas do RS, resolverá do Brasil?;
iv) o mesmo papo-furado de CPI. Estão sempre investigando, mas conclusão mesmo, nada! Só indicios;
v) que em 2006 teremos mais um ano de preparação para o crescimento sustentável;
vi) o dolar;
vi) e a pior de todas: saber que é um ano de eleições e terei que ouvir a mesma balela outra vez. Emprego, distribuição renda, violência, corrupção.... enfim, a mesma história de todos os anos.

Não é mera coincidência não, mas 100% está ligado com a política. Ainda vem a Globo divulgar que os índices de aprovação estão altos. só para quem não lê jornal ou vê criticamente os fatos.

Energia Renovável

Alguns projetos devem ser divulgados para servir de estímulos a empreendedores. No RS está sendo construido o segundo maior parque eólico do mundo. O empreendimento está situado em Osório e receberá no dia 7 de março, em Nova Iorque (EUA), o prêmio de melhor projeto de energias renováveis da América Latina em 2005, da revista Euromoney. O projeto tem as mais modernas tecnologias disponíveis no planeta.

O município de Osório já recebeu R$ 1,5 milhão de ISSQN desde o início das obras do parque eólico em julho de 2005. Os recursos são provenientes das empresas prestadoras de serviços. Segundo o prefeito Romildo Bolzan Jr., a expectativa é receber mais R$ 10 milhões até dezembro.
Mas, a questão não é só essa. Pensamos no alcool, também, como uma forma de reduzir os poluentes. Na biomassa. O alcool é interessante, pois percebemos uma luta entre governo e usineiros que reagem como os arabes detentores das jazidas de petróleo. A regulão do preço é dada pela sua oferta. Mas, um detalhe, no Brasil se me lembro bem não existe estoque regulador. Então, estamos momentâneamente reféns dos usineiros.

A terra dos Bancos

Dois bancos públicos federais, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal, divulgaram ontem lucros recordes nas suas operações em 2005. O lucro líquido do BB no ano passado foi de R$ 4,2 bilhões, valor 37,4% maior que os R$ 3 bilhões alcançados em 2004. A Caixa também teve o maior lucro de sua história, com R$ 2,07 bilhões, 46% a mais do que o apresentado no ano anterior.
O lucro do BB e da Caixa supera o de outros dois grandes bancos privados que já divulgaram os resultados de 2005: o Unibanco (R$ 1,838 bilhão) e o Santander Banespa (R$ 1,643 bilhão). Itaú e Bradesco divulgam seus resultados nesta semana.
O presidente do BB, Rossano Maranhão, disse que o resultado é 'excepcional', mas não é o bastante. 'Precisamos aumentar o crédito junto ao não-correntista', observou. O destaque para este ano deve ser o crédito para o varejo, com meta de crescimento de 40%. Para alcançar o resultado pretendido, o BB entrará num novo segmento, o do crédito imobiliário. A instituição nunca financiou casa própria, ao contrário da Caixa, que somente em 2005 concedeu R$ 9,1 bilhões em crédito habitacional, uma alta de 41% sobre 2004. A idéia do BB é oferecer linhas de crédito para a aquisição de imóveis para pessoas com renda mensal superior a R$ 10 mil. Outro segmento em que o BB promete atuar fortemente é o de financiamento de veículos, no qual sua participação tem sido insignificante.
O maior problema enfrentado pelo BB em 2005 foi na área do agronegócio. Diante da seca e da valorização do real, problemas que afetaram a renda do produtor, o BB elevou em 181% - para R$ 1,73 bilhão - a provisão para créditos de liquidação duvidosa do setor. 'O risco cresceu', admitiu o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.
O governo Lula supera todas as expectativas. Aqui, banco faz a festa!

21 fevereiro, 2006

SIMPLES: não é simples ter acesso

Que a carga tributária no Brasil é elevada, todos sabemos, mas a luta por determinados setores para fugir das mordidas do leão seguem no mesmo sentido do apetite arrecadatório do governo. Diga-se de passagem, foi divulgada a arrecadação da Receita Federal em janeiro de 2006 e os valores chegam a R$ 32 bilhões.

Está em tramitação no Senado Federal o Projeto de Lei 183, de 2004, que objetiva alterar a Lei 9.317, de 1996, que instituiu o SIMPLES, regime simplificado de tributação que seduziu a todos. Este é, talvez, uma das mais raras medidas tributárias de aprovação unânime no Brasil. Bom para quem paga e para quem recebe.

Esta alteração proposta, através do Projeto de Lei, busca ampliar o raio de cobertura de uma série de atividades que, atualmente, está proibida pela Receita Federal. O SIMPLES não está disponível a todos os contribuintes. Uma delas é os representantes comerciais. Ao que parece o fisco não tem elementos suficientes para impedir este segmento de ter maiores benefícios fiscais. Pois, este regime de tributação é estipulado para fomentar e tirar da informalidade micro e pequenas empresas que não conseguem arcar com a enorme carga de tributos.

Mas, as alterações de Projeto 183, de 2004, devem seguir um longo e duradouro trajeto no Senado Federal, mais especificamente, na Comissão de Assuntos Econômicos – CAE. Depois de passar pela CAE, segue para a Câmara dos Deputados, onde temas de interesse do contribuinte seguem a lentos passos. Resta saber se há um interesse também do governo em melhorar a qualidade dos impostos no país ou seguir a história situação de extorquir recursos privados.

19 fevereiro, 2006

Mensalão para exportar?

Era só o que faltava. Mensalão para exportar. Essa denúncia esta veiculada no Jornal O Estado de São Paulo.

"Para vender carne bovina embargada no mercado russo, exportador brasileiro paga US$ 125,00 por tonelada.

Jamil Chade

ENVIADO ESPECIAL MOSCOU

Exportadores brasileiros de carne bovina estão subornando funcionários russos para furar o embargo decretado em razão dos focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e no Paraná. A propina é de US$ 125,00 por tonelada de carne. O esquema foi revelado ao Estado por um dos agentes mais experientes no comércio de carnes entre os dois países.
Assim, os embarques do produto para a Rússia quase dobraram no período de dezembro de 2005 a janeiro de 2006. Passaram de US$ 24,82 milhões (12,5 mil toneladas) em dezembro para US$ 45,38 milhões (24 mil toneladas) em janeiro.
O governo da Rússia decretou a ampliação do embargo à carne bovina brasileira em 12 de dezembro e a restrição não não se limitou às áreas dos Estados em que foram constatados focos da aftosa.
Pedindo para não ter o nome revelado, por temer represálias dos russos e de outros envolvidos, esse agente conta que a propina serve para que os veterinários que inspecionam as carnes façam vistas grossas à data do abatimento da carne. Assim, produtos empacotados após 12 de dezembro continuam a ganhar o aval para seguir viagem rumo à Rússia.
No Brasil, quem faz a liberação das carnes para o mercado russo é a empresa Welby, com sede em Itajaí, município de Santa Catarina. Contatada pelo Estado, uma funcionária da empresa identificada apenas como Daniela afirmou que a Welby "presta serviços ao governo russo", fiscalizando e autorizando o embarque das carnes. Ela negou que a empresa seja do governo de Moscou, mas afirmou não saber quem é o proprietário.
Para obter essa informação, Daniela pediu que a reportagem entrasse em contato com Vladimir Prestes, identificado como tradutor da empresa.
Segundo os exportadores, a Welby cobra US$ 14,5 por tonelada de carne autorizada a ser carregada. Isso significa que, em 2005, a empresa coletou quase US$ 15 milhões apenas para certificar o produto.
Mas, como o Brasil já faz o mesmo processo de certificação de carne exportada, muitos exportadores avaliam a atitude como falta de confiança da parte dos russos em relação ao trabalho prestado pelos veterinários brasileiros.
A funcionária da Welby confirmou que o dinheiro pago pelos exportadores brasileiros para as inspeções é depositado no Uruguai, mas garantiu que a empresa está registrada no Brasil. Para fazer o trabalho de inspeção, a Welby conta com dois veterinários russos, que permanecem no País e a cada 90 dias são substituídos por outros vindos de Moscou.

INTERVENÇÃO
Na sexta-feira passada, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aproveitou a sua ida a Moscou - a fim de participar da reunião do G8 (grupo das economias mais ricas) - para se reunir com o Ministério da Agricultura da Rússia. Palocci pediu que o embargo aos Estados brasileiros fosse revisto e contou que os dois países estudam montar equipes conjuntas de veterinários para avaliar o caso. Para empresários envolvidos no comércio bilateral, isso pode ser uma fórmula de limitar a atuação dos veterinários russos.
O caso da corrupção é tão conhecido dos brasileiros que o Ministério da Agricultura em Brasília evita usar os números do comércio bilateral oferecido pelos russos para negociar acordos ou debater assuntos entre os dois países.
"As diferenças entre o que nós reportamos como exportação e o que os russos dizem que importaram são enormes", afirmou um negociador brasileiro que atua nas negociações internacionais.
O embaixador brasileiro em Moscou, Carlos Augusto Rego Santos-Neves, afirma que desconhece os esquemas de corrupção.
No Ministério da Agricultura, negociadores do País garantem: "Parte do comércio entre o Brasil e a Rússia é feito por baixo do pano." O governo russo, procurado pelo Estado, não se pronunciou".

18 fevereiro, 2006

Vale do Rio Pardo

A FEE disponibiliza dados sobre a economia do Vale do Rio Pardo.

Entrevista: Everardo Maciel ex-secretário do tesouro de FHC

Essa frase vem de Everardo Maciel, ex-secretário do tesouro do governo FHC. E pra variar, malhando os feitos do governo Lula.

“Todas as vezes que um governo se propõe a intervir na sociedade, na economia, é um desastre”.

Everardo Maciel apresenta uma síntese do sistema tributário nacional e lista pontos que deveriam ter absoluta prioridade de mudança: a reestruturação da cobrança de PIS/Cofins, a redução das contribuições patronais e a unificação das leis do ICMS. Para Maciel “o resto é firula”.

O ex-secretário do Fisco afirma que o atual programa de desoneração pontual para alguns setores é um equívoco. Para ele, a arrecadação tributária deve ser, tanto quanto possível, neutra em nome da eficiência econômica. Cada vez mais, quando se fala em desoneração, quer dizer elevação dos níveis de intervenção, pela via tributária, do Estado na economia.

A crítica se estende para ações como a isenção do Imposto de Renda para investidores estrangeiros aplicarem em títulos do governo federal. Segundo Everardo, todas as vezes em que se faz uma coisa deste tipo induz à remessa de dinheiro para o exterior de brasileiros para aplicar na condição de estrangeiros. “Se abre qualquer possibilidade de tratamento diferenciado, estimula-se, largamente o planejamento fiscal e isso só faz estabelecer tratamentos completamente desiguais entre contribuintes”.

Aqui, a entrevista completa.

Argentina

Para os economistas argentinos as estimativa de crescimento do país, anunciadas pelo governo localnão são tão atrativas como se pode pensar. Na versão apresentada como"asiática", não representa uma melhora financeira na Argentina.
Segundo consta no jornal Estadão, a definição de que "a Argentina deveria ter um ritmo, constante, de cerca de 4% de expansão da sua economia. Não adianta crescer 9%, 10% durante três anos e depois cair 15%, 20%. Essa volatilidade contribui para a concentração de renda, entre outros fatores", afirmou o economista da consultoria IBCP Mariano Flores Vidal.
"Estamos apenas fazendo o suficiente para continuar no sub-desenvolvimento", criticou Aldo Abram, da consultoria Exante.

Pobreza

O economista especializado em questões sociais e trabalhistas, Ernesto Kritz, destacou que durante o governo do presidente Néstor Kirchner, de 2003 até agora, a pobreza caiu de 53% para 34%. No mesmo período, a indigência caiu de 25,5% para 12%. Mas o problema, ressaltou, ainda é a concentração de renda. "O crescimento econômico beneficiou a classe média e também voltou a incluir a classe média baixa que, na crise (2001), tinha ido para a pobreza. Mas essa expansão da economia ainda não conseguiu incluir os mais pobres", afirmou.
Os três economistas entendem que é "muito difícil" sustentar essas taxas de 9% de aumento da economia. A expectativa dos especialistas é de que a alta, este ano, será de 7% e de cerca de 4% a 5% em 2007.

Crescimento
Hoje, o país acumula 37 meses seguidos de crescimento econômico, período mais longo nos últimos cem anos. Mas, para Abram, os resultados ainda referem-se "mais à recuperação (da última etapa de recessão), com crescimento específico de alguns setores", especialmente os exportadores, como agropecuário e alumínio, por exemplo.
Para Vidal, trata-se de crescimento global da economia porque os indicadores já superam os que foram registrados em 1998, antes da pior crise na trajetória do país.

Asiático
Apesar do aumento de 18% dos investimentos, o que representa 21,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ele é "insuficiente" - como ressaltou Vidal - para que o crescimento econômico continue equivalente ao asiático. Para que a comparação se mantivesse, as taxas de investimentos deveriam superar 30% do PIB.
Convenhamos que da enorme dificuldade enfrentadas nos últimos anos pela economia argentina, estas taxas previstas dão um verdadeiro "nó" na cabeça de boa parte dos pensadores econômicos neoliberais. Aquestão é: como que a Argentina, mesmo tendo admitido uma moratória momentânea, cresce a taxas comparáveis aos países asiáticos?. Será que "cai por terra" a tese de que uma franca amizade (fazer ao pé da letra a cartilha do FMI) com o FMI é necessário para desenvolver uma economia nacional?
Bem, sabemos que o Brasil paga adiantado e tem taxas pífeas. Essa é a única certeza que tenho no momento. Será que não deveriamos ser mais ousados e fazer por merecer o posto de mais forte economia da AL?

14 fevereiro, 2006

Rio Pardo em cena

A Festa do Peixe de Rio Pardo pode se transformar em um evento de âmbito estadual já em 2007. A revelação foi feita pelo prefeito Joni Lisboa da Rocha. A edição deste ano terminou ontem, com público estimado em 100 mil pessoas nos dez dias de programação. O forte calor do final de semana mais uma vez levou milhares de pessoas à Praia dos Ingazeiros, à beira do rio Jacuí, onde se realizou o evento, que ofereceu atrações como parque de diversões, camelódromo, artesanato e tendas de comes e bebes, além de shows e campeonatos esportivos.

Rocha informou que, a partir de agora, quer abrir um debate com a comunidade para definir o rumo da Festa do Peixe. Segundo ele, a população deve dizer se ela continuará sendo um evento regional ou se avançará para uma festa estadual. 'Até o meio do ano, pretendo ter uma posição,' frisa. Correio do Povo.

Mais uma do Lula

As gafes de Lula completam um livro. Nesta tour que Lula faz pelo mundo, ele emendou mais uma.
"O mau jeito do presidente Lula ao defender o fim do consenso na Organização Mundial do Comércio provocou o sorriso amarelado de um de seus colegas, o premiê etíope Meles Zenawi. A razão foi a anedota contada por Lula, segundo a qual um comitê concluíra, por consenso, que poderia tornar a figura do cavalo, criado por Deus, mais perfeita. 'Quando deu por encerrado o debate, ao invés do cavalo bonito que Deus tinha feito, o comitê produzira um camelo', disse Lula, sem se dar conta de que o camelo é um animal tão útil na Etiópia quanto o cavalo nas planícies gaúchas". Jornal Correio do Povo.

13 fevereiro, 2006

Poesias: A lição

As sandálias do discípulo ressoavam surdamente nos degraus de pedra que levavam aos porões do velho mosteiro.
Empurrou a pesada porta de madeira que cerrava os aposentos do ancião e custou a localizá-lo na densa penumbra, o rosto velado por um capuz, sentado atrás de enorme escrivaninha onde, apesar do escuro, fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.
E o discípulo o inquiriu:
- Mestre, qual o sentido da vida?
O idoso monge, permanecendo em silêncio, apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à paredee logo após, seu indicador ossudo e encarquilhado mostrou logo acima, no alto do aposento o vidro da janela, opaco sob décadas de poeira e teias de aranha.
O discípulo pegou o pano e subindo em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros conseguiu alcançar a vidraça,começando então a esfregá-la com vigor, retirando a sujeira que impedia sua transparência. O sol inundou o aposento, banhando com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros e dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações e signos cabalísticos.
O discípulo, sem caber em si de contentamento, a fisionomia denotando o brilho da satisfação declarou:
- Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo que obste nosso aprendizado; buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja e só então poderemos enxergar as coisas com mais nitidez, partindo então para a evolução.
E assim, o jovem discípulo fez uma reverência deixou o aposento, agora iluminado, a fim de dividir com os outros a lição recém aprendida. O velho monge, o rosto enrugado ainda encoberto pelo largo capuz, os raios do sol da manhã agora banhando-o com uma claridade a que se desacostumara, viu o discípulo se afastando e deixou escapar um tênue sorriso.
- Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga... pensou ele.
E murmurando baixinho:
- Eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.

Bela relação

Lula recebe R$ 3.900,00 mensais como aposentado da ditadura que, em 1980, prendeu-o por 51 dias e tomou-lhe a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. O governo japonês paga a cada um dos 300 mil sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki uma pensão de 1.120 dólares (R$ 2.400,00).

Para arrebentar o Japão foram necessárias duas bombas atômicas. Para detonar o Erário brasileiro, basta a voracidade.

Elio Gaspari, colunista do Jornal Correio do Povo.

Mudança no câmbio

O projeto de lei que liberaliza o câmbio, elaborado pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Bezerra (PTB-RN), começou a tramitar no Congresso, na expectativa dos autores de que possa ser aprovado no Senado até o final do primeiro semestre. O projeto atende a reivindicação do setor empresarial brasileiro. Se aprovado, as empresas poderão manter contas em moeda estrangeira em instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central para serem usadas quando os recursos vierem do exterior.


Atualmente, as empresas estão impedidas de realizar o pagamento direto de suas dívidas em moeda estrangeira com as divisas do negócio fechado. Outra mudança prevista no projeto é o estabelecimento da compensação cambial, permitindo que as empresas paguem seus débitos no exterior com dinheiro obtido na transação, sem a necessidade de transferência dos recursos para o Brasil. Impede, contudo, que os recursos em moeda estrangeira possam ser utilizados para saldar dívidas em reais. Pelo projeto, o Conselho Monetário Nacional poderá restringir a movimentação de moeda estrangeira e dar ao Banco Central o monopólio temporário das operações de câmbio, quando houver ameaça de desequilíbrio no balanço de pagamentos. O texto do projeto foi o resultado de sugestões do empresariado reunidas pela Federação das Indústrias de São Paulo.


Nem bem foi iniciada a tramitação do projeto e a proposta já sofre restrições do Banco Central. No entendimento de economistas, pelo menos a vigorar o ponto de vista do ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, o projeto, se aprovado sem modificações, terá conseqüências muito mais sérias do que desonerar os exportadores, pelos efeitos negativos sobre os investimentos de multinacionais e sobre a inflação. Desde logo, portanto, estamos diante de mais um projeto de lei polêmico, que ensejará um forte debate. Mas ainda, como esperam os autores da proposição, o Senado possa aprová-la até o final do primeiro semestre, dificilmente, na Câmara, a tramitação ganhará velocidade para ser aprovada até o final do ano, pois os deputados estão bem mais voltados para a campanha eleitoral. E matéria de tamanha repercussão dificilmente será objeto de atenção no período da campanha política.

Correio do Povo, domingo, 12 de fevereiro de 2006.

R$ 100 Bi de imposto

R$ 100 bilhões. É o que o 'Impostômetro', painel eletrônico mantido pela Associação Comercial de São Paulo, vai marcar na tarde deste domingo referente ao valor de todos os impostos já pagos pelos brasileiros desde o início do ano. Até o meio da semana, o painel indicava o desembolso de R$ 89 bilhões, o equivalente a R$ 90 milhões por hora ou a R$ 1,5 milhão por minuto.

Com base em dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a associação comercial afirma que a arrecadação total de impostos deverá somar R$ 810 bilhões neste ano, com aumento de 10,8% sobre o valor estimado para 2005, de R$ 732 bilhões. 'É um absurdo o governo informar que não aumentou a cargatributária, se os números da arrecadação não param de crescer. O brasileiro não suporta mais pagar tanto imposto e não receber sequer serviços dignos', afirmou o presidente da entidade, Guilherme Afif Domingos. Correio do Povo

12 fevereiro, 2006

Que amigo em?

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, atirou acidentalmente no rosto e no peito de um homem de 78 anos durante uma caçada no Estado do Texas. Segundo Katharine Armstrong, dona do rancho onde houve a caçada, a vítima, o advogado Harry Whittington, está consciente e passa bem. Ele caçava junto com Cheney e foi atingido por tiros de espingarda quando o vice tentava abater uma codorna.

Whittington foi ferido por chumbo grosso (munição para caça) e, segundo a agência de notícias France Presse, uma delegacia da região está investigando o incidente. Com essa, Bush que se cuide. Veja

Queda na produção industrial do RS


O IBGE apresentou os dados, mas não informou o porque da queda generalizada na produção industrial gaúcha. Segundo os dados do IBGE, o Estado do RS obteve uma queda de 3,5% no acumulado do ano.
A FIERGS tem outra posição, mais preocupante. Na sua análise, o desempenho industrial do RS, teve uma queda de 5% em 2005 em relação a 2004.
Segundo o presidente da FIERGS, Paulo Tigre, “Os números refletem a conjuntura econômica do Brasil, com o agravamento vivido pelas taxas de câmbio e juros, além da seca e impactos tributários no Rio Grande do Sul”.
A esperança de Paulo Tigre é “Apesar dos números não demonstrarem reversão nos próximos meses, esperamos que em 2006 tenhamos um melhor resultado para o setor agrícola que teve base de comparação bastante reprimida no ano passado. Se o campo for bem, teremos condições para uma retomada da atividade industrial do Rio Grande do Sul, ainda que modesta”.

Déficit comercial dos Estados Unidos é de US$ 725,76 bilhões em 2005

Pelo quarto ano consecutivo, os Estados Unidos viram seu déficit comercial bater um recorde. Em 2005, o rombo subiu 18% e atingiu a marca de 725,76 bilhões de dólares. O saldo negativo acumulado com a China, Europa e outros parceiros comerciais se aprofundou e deve despertar fortes reações do Congresso americano. Os parlamentares tenderão a cobrar do governo Bush medidas mais duras para conter os prejuízos nas transações internacionais.


As importações cresceram 12,9% no ano passado, atingindo a cifra inédita de 2 trilhões de dólares. O resultado ofuscou o aumento de 5,7% das exportações, que também bateram seu recorde e somaram 1,27 trilhão de dólares. De acordo com o americano The Wall Street Journal, um dos fatores que aprofundaram o déficit foi o aumento de 39,4% das importações de petróleo. Esse item respondeu por 251,6 bilhões de dólares das compras americanas no exterior.

Portal Exame

11 fevereiro, 2006

E o mercosul?


Depois da Argentina exigir a proteção de suas indústrias da concorrência brasileira, o Brasil pode, também, devolver com uma medida de igual teor. Afinal, o Mercosul vai ou não sair do papel e tornar um mercado comum?
Ao que parece, primeiro devem ser resolvidos os problemas internos para que depois se pense num bloco único e que tenha uma barganha internacional.

05 fevereiro, 2006

A fórmula Tanure de fazer negócios

Uma cesta de adjetivos sempre é despejada quando há menções ao nome do empresário Nelson Tanure: polêmico, frio, calculista, implacável. A imagem sugerida por essas qualificações se desfaz quando Tanure, 54 anos, entra sorrindo, cumprimenta as pessoas e, com um gesto largo, indica a parede de vidro da sala, que emoldura o principal cartão postal do Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar. “Eu sento de costas para a janela, senão não me concentro no trabalho”, brinca ele. A partir daí, e durante as mais de duas horas de conversa com a reportagem da DINHEIRO, ele se mantém calmo e cordial. Às vezes, diante de um assunto mais incômodo, levanta-se, coloca as mãos nos bolsos e continua falando, enquanto caminha paralelamente à imensa janela. Nem mesmo nos momentos em que fala de seus desafetos, o tom de voz se altera. De tempos em tempos, lança mão de filósofos e escritores, como Niestszche e Shakespeare, para explicar alguns de seus conceitos no universo corporativo. “A leitura é uma de minhas paixões”, diz ele. Todos os dias ele dedica algumas horas aos livros. Outras duas são dedicadas à audição de música clássica de seu acervo de cinco mil discos – parte deles oriundos da discoteca que pertencia ao ex-ministro Mário Henrique Simonsen. Onde ele arruma tempo? “Não tenho uma rotina de trabalho sufocante”, diz ele. “Parte da semana, passo em minha casa em Petrópolis. Já não trabalho em demasia.” Nos últimos 30 anos, Tanure ergueu um império empresarial colecionando companhias com marcas consagradas e finanças estraçalhadas. Em seu portifólio, há ícones dos mais diversos setores, como os diários Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil, a operadora portuária Docas e o Estaleiro Verolme. Juntas, lhe proporcionam um faturamento anual de US$ 400 milhões. Seu mais recente alvo foi a Varig – numa tentativa que acabou frustrada. Na entrevista a seguir, Tanure conta detalhes dessa operação e fala de seu modelo de fazer negócios.