Olhar Econômico

29 dezembro, 2005

E o crescimento sustentável?

Sempre tive um ávido interesse pelo tema crescimento econômico. Mesmo antes de cursar economia, me questionava sobre os meios que fazem um determinado país ter taxas de crescimento maior que outros. A questão sempre era, porque o país A tem uma riqueza per capita maior que o país B ou ainda como que estes países podem ter taxas tão diferentes ao longo de anos, década e porque oscila tanto. Acredito que a economia surge justamente para fornecer os meios de entendimento.


Uma das questões que me suscitam dúvidas é sobre o esforço do governo para atender o superávit primário. Isto é divulgado frequentemente na mídia como um elemento que subtrai dos recursos públicos aqueles valores destinados aos investimentos. Quando começamos a observar rapidamente alguns dados da economia percebemos que a taxa de juros no país é uma das mais altas do mundo (taxa real), mesmo assim não nos preocupamos tanto com as oscilações no mercado financeiro, pois nossa balança comercial, via superávit nas exportações, tem fortalecido as reserva em moeda extrangeira. Isto tem causado uma da mais fortes apreciações do dolar americano. Outro ponto importante é a inflação controlada, devido principalmente, a alta taxa de juros praticada no país. O reflexo da inflação controlada é uma leve e gradual queda na taxa de juros pelo Copom. Neste cenário de otimismo até os índices de risco Brasil, medidos por consultorias especializadas tem se mantido baixos, devido aos altos percentuais do superávit primário, além da influência positiva do pagamento antecipado de parcelas da dívida com FMI.

Mesmo com esse cenário todo favorável o IBGE informou que um recuo de 1,2% na produção de bens e serviços no último trimestre e dificilmente o ano terminará com um crescimento superior a 2,5%.


A questão é: será que todos os esforços para a elevação do superávit primário terão os resultados esperados no médio e longo prazo ou será que mesmo com estes níveis altos o país sofrerá com a escasses de recursos para alvancar os investimentos e o crescimento não ocorrerá de forma satisfatória?


Acredito que alguns percalços todos os países passam, mas alguns encontram rapidamente as forma de contornar. O Brasil, é um caso onde os economistas e gestores públicos sempre se encontram numa situação limiar de falta ou escassez de divisas. O superávit primário elevado ajuda neste esvaziamento, mas não se pode pensar unicamente como um elemento inibidor. Acredito que outros elementos contribuem, como a má gestão, a corrupção, os desvios, ou seja, o enfraquecimento das instituições que devem zelar pela boa conduta e utilização dos erários públicos. O crescimento econômico não é impedido apenas pelo alto superávit, se afirmamos isto, estaríamos separando e observando apenas um princípio ativo desta enorme inter-relação econômica. Uma das fontes de informação importante é os textos do IPEA, onde seus pesquisadores apresentam análises sobre os indicadores das contas públicas e algumas conclusões podem ser tiradas como a enorme disparidade entre receitas e despesas. O Brasil é um país que tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo, isto por si só já faz entrar uma volumosa soma de recursos. Agora, o Brasil é também um país que gasta enormemente mal seus recurso, talvez, resida ai boa parte do problema.


Crescimento econômico sustentável passa por mais investimentos, tanto do setor público (educação, transporte, infra-estrutura, tecnologias, etc) e do setor privado (abrindo novas plantas industriais, etc) passa, também por um melhor gasto dos recursos públicos, por uma carga tributária menor. Bem, acho que se formos enumerar detalhadamente outras variáveis devem ser integradas para que se tenha uma visão geral deste importante tema econômico.

25 dezembro, 2005

Wal-Mart e o benchmark

Nunca me esqueço de uma aula de Contabilidade onde o prof. sempre colocava "me defina benchmark". O wal-mart é uma empresa que se utiliza deste termo, muito comum no meio empresarial.

A maior rede de varejo do mundo não tem vergonha de assumir que copiará as melhores práticas de seus concorrentes. E isso pode ocorrer desde já – tendo como referência a gaúcha Zaffari. "A rede é uma excelente competidora e não temos vergonha de afirmar que a copiaremos. Sam Walton, fundador do Wal-Mart, sempre fez isso: imitar o que é bom para o cliente", admite Wilson de Mello Neto, vice-presidente jurídico e de assuntos corporativos do Wal-Mart, em visita à Redação de AMANHÃ na tarde desta terça-feira (20). A rede Zaffari é conhecida por oferecer um atendimento personalizado, bem como uma maior variedade de produtos exclusivos, se comparada a seus concorrentes. O executivo também garante que a concorrência em Porto Alegre é menor do que em Curitiba. "Na capital paranaense, lutamos com Makro, Carrefour, Pão de Açúcar, Muffato e Condor”, explica. Confira, abaixo, os principais pontos abordados por Mello Neto nesta entrevista concedida a AMANHÃ.

Desmitificação – O executivo nega a fama de que o Wal-Mart estrangule fornecedores para comprimir os preços. “A nossa política de relacionamento com fornecedores é melhor do que a da concorrência”, assegura. Mello Neto avisou que Rio Grande do Sul e Santa Catarina logo poderão comprovar essa tese. A partir da segunda quinzena de janeiro, a multinacional fará reuniões para cooptar novos fornecedores nos dois estados. Segundo o executivo, também é mito o fato de que o Wal-Mart pratica achatamento de salários de funcionários. "Pesquisas do Hay Group mostram que, há muitos anos, pagamos acima da média salarial praticada no varejo do Brasil", indica. Mello Neto reconheceu, no entanto, que a rede precisa melhorar o relacionamento com os sindicatos.

Expansão no Brasil – Mello Neto também falou sobre os planos de expansão do grupo no país. De acordo com ele, hoje, o Wal-Mart tem plenas condições de operar em cidades com menos de 100 mil habitantes – ao contrário do que ocorria quando a rede desembarcou no Brasil, há dez anos. "Atualmente, temos vários formatos de operação para diferentes realidades, o que facilita o nosso crescimento", explica. Segundo o executivo, não está descartada a possibilidade de a rede norte-americana realizar novas aquisições no futuro. Nos últimos 18 meses, o Brasil foi o país que mais recebeu investimentos do Wal-Mart depois dos Estados Unidos. "O principal executivo na América Latina visitou o Brasil cinco vezes. Isso mostra o quanto o país é estratégico, atualmente, para o Wal-Mart", conta Mello Neto. Ele adiantou também que a companhia está fazendo um estudo de cem dias nas 140 lojas do Sonae para ver a necessidade de promover mudanças. A possibilidade de fechamento de lojas está descartada.

Negociação com o Sonae – Mello Neto confidenciou, também, que o grupo norte-americano flerta com a rede portuguesa Sonae há pelo menos 4 anos, mas as negociações se intensificaram somente nos últimos 4 meses. No período de definições, as reuniões eram cercadas de todo o cuidado. "Trocamos de hotel em Porto Alegre e mudamos o data-room para São Paulo, porque aqui a agitação era muito grande". (Redação de AMANHÃ)

Sobre o poder dos Blogs

Grandes empresas descobrem o fenômeno dos diários na rede e investem milhões para ter acesso a esse mercado de jovens

Nem no mais delirante sonho de Aristóteles, o primeiro a definir o conceito de democracia, os cidadãos seriam tão ouvidos ou teriam tanta voz quanto possuem hoje por meio dos blogs, os jornais pessoais na internet. Por dia, são criados 70 mil blogs, o que equivale a uma nova página por segundo. Por hora, os usuários postam mais de 29 mil atualizações em seus endereços. Até meados de dezembro, existiam 23,2 milhões de blogs ativos, segundo a Technorati, principal autoridade de acompanhamento da blogsfera, o mundo dos blogs. O assunto tomou tamanha proporção que, este ano, as gigantes da internet AOL e VeriSign abriram a carteira e compraram empresas da área. Em aquisições feitas com apenas um dia de diferença, em outubro, a AOL pagou US$ 25 milhões pelo Weblogs Inc. e a VeriSign desembolsou US 2,3 milhões pela Weblogs.com. Isso poderia representar apenas o reaquecimento dos negócios da internet – 2005 foi o ano de maior crescimento da rede, ultrapassando inclusive o recorde de 2000, o ano da bolha – mas há muito mais envolvido do que isso. Nesse novo mundo, todos têm o que dizer – e querem ser ouvidos.


Há desde exemplos curiosos, como o www.milliondollarhomepage.com, em que um estudante britânico de 21 anos de idade se propõe a juntar US$ 1 milhão com a contribuição de internautas (detalhe: em quatro meses, ele conseguiu US$ 874 mil) até novidades criadas pela interação que, em última instância, leva a verdadeiras revoluções sociais e na comunicação. Num mundo em que, do conteúdo do celular à página de acesso ao banco, tudo é mídia, isso não é pouco. Tome-se como exemplo o caso do jornal sul-coreano OhmyNews.com. Feito por 25 jornalistas profissionais, ele conta com a contribuição de 33 mil repórteres-cidadãos em todo o mundo. Com 750 mil acessos únicos diários, o jornal eletrônico levou a fama de ter decidido em suas páginas a eleição do presidente Roh Moo-hyun. “OhmyNews é um tipo de praça pública na qual uma geração se encontra, discute e descobre a confiança”, diz Oh Yeon Ho, fundador do jornal. “A mensagem que eles percebem é não estamos sozinhos, podemos mudar essa sociedade.” Lembra o conceito aristotélico de democracia? No Brasil, os exemplos de desejo de interação são inúmeros. Durante a fase aguda da crise do governo Lula, os endereços de notícias mais visitados foram blogs de jornalistas que, juntos, quase alcançaram 500 mil acessos residenciais diários. Tudo isso é apenas o começo. Na blogsfera já há os blooks (mistura de books com blogs), os splogs (o spam nos blogs, criados por robôs) e muitos outros novos termos. Indo além, há a explosão dos fotologs, podcasts, videocasts. A nova revolução da comunicação está apenas começando.

Isto é Dinheiro

Frase do Mês!

"As denúncias de corrupção do Governo Lula são algo nunca visto antes."

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República (1995-2002),
em 18/11/2005, revelando sua notável memória fraca.

Douglass North e as instituições brasileiras

No inicio da montagem deste blog sempre me deparava com colegas que mesmo estando nos últimos semestres do curso ainda não conseguiam relacionar os fatos econômicos à teoria vista em sala de aula. Obviamente que a compreensão e associação é inerente a cada acadêmico, então, o entendimento será sempre único de cada fato exposto na mídia.

Essa reportagem da Revista Forbes, uma das que mais gosto de ler, apresenta um caso prático, onde se pode ver claramente um sinal de aplicação da teoria vista lá na sala e nas leiuras particulares.

O pensador que tentarei utilizar nesta breve colocação é Douglas North. Para quem já teve o acesso aos textos de North sabe o que estou falando, mas sempre é bom balizar o meu enfoque na sua vasta obra. Falo da incursão de North sobre o tema crescimento econômico de longo prazo. Para North, a evolução histórica de uma sociedade está calcada na formação e evolução de suas instituições. Na sua concepção histórica, as evoluções institucionais foram mais importantes que as inovações tecnológicas. Portanto, as instituições são as bases de todo o desenvolvimento econômico de um país.

A idéia básica de North é que as decisões econômicas e mesmo sociais são permeadas por incertezas. São as incertezas quanto as leis, a manutenção dos contratos, da manutenção da ordem, da moeda, etc. Estas incertezas estão presentes (fazendo aumentar ou diminuir) nos custos de transação dos bens na economia. Na concepção de North é ai que surgem as instituições. Surgindo como um meio de conceder a melhor utilização dos meios econômicos. As instituições servem para garantir o bom funcionamento da economia (grave isso). Por isso que North retrata o histórico das instituições e os relaciona com um meio de alcançar de forma consistente o desenvolvimento econômico.

Se voltarmos um pouco mais veremos na obra de Veblen um pouco de atenção às instituições. Veblen, com seus instintos, também, já reservará espaço na análise econômica.

Nesta reportagem da Forbes há um retrato justamente do enfraquecimento das instituições nacionais via corrupção. Não se pode aceitar que as instituições nacionais, entre elas o governo, o judiciario e mesmo a sociedade (pela conivência) sejam combalidos por ações perniciosas de políticos corruptos. Este enfraquecimento não pode ser encarado de forma isolada, mas como um sinal de que o desenvolvimento econômico brasileiro necessita de um Estado melhor aparelhado e vigilante nas suas obrigações.

Então, acredito que o destaque que a obra de North merece não é destacar apenas na década de 60 (quando publicou sua obra: The Economic Growth of the United States 1790-1860) e na obtenção do Nobel em 1993. North, pode dar muitas contribuições, mas é só se deter mais no seus postulados. Acredito que o crescimento econômico nacional passa por meios mais consistentes e duradouros que uma política econômica adotado pelo governo. Passa por um fortalecimento das instituições como um elemento que perdura por um período maior.

24 dezembro, 2005

Citações

"As ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, erradas na medida em que tendem a promover o reverso da felicidade."
John Stuart Mill

Marketing internacional

Bela campanha essa do governo brasileiro ao pagar adiantado ao FMI. A BBC internacional concede destaque a essa atitude e relaciona aos "belos" números da economia nacional e a melhoria no ambiente do investimento. E parece que isto vai gerar, também, reflexos na Argentina. Bem, isto até certo ponto é vantajoso, pois parte do juro do serviço desses empréstimos serão economizados. Sem contar na melhoria de alguns índices importantes na tomada de decisão dos investidores internacionais, como o risco país. Agora, talvez, a maior será a confiança nas medidas tomadas pelo Ministério da Fazenda, através de Palocci. Já que este estava sendo muito criticado. Com essa sinalização do governo, através de Lula, a política econômica de seu governo não muda e se reeleito não mudará muito. Então, FMI não se preocupe! (mas, os empresários brasileiros estão em pé de guerra com mais essa, pois com este alto superávit -perto dos 5,6%, mas a meta era 4,25%- muito dos recursos para investimentos em infra-estrutura não são destinados para as áreas mais criticas).

Pai da Web

O físico inglês , Tim Berners-Lee, estréia seu blog, bem na véspera do 15° aniversário da Web. Entre outras coisa, Tim Berners-Lee, conta como criou a web. Ibest

18 dezembro, 2005

Um presente de natal inusitado


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, agora concorre com a Barbie e o Pokémon. E não é brincadeira. Lojas venezuelanas estão importando da China um boneco do Chávez com a esperança de que se transforme em um sucesso de vendas neste Natal. O boneco do presidente venezuelano é vendido com os modelitos militar ou informal e tem atraído mais a atenção dos adultos do que das crianças. “Em cerca de uma semana e meia o produto está esgotado; portanto o próximo pedido será de mil unidades”, diz Douglas Bustamente, sócio da Funny Candy, uma das lojas que vende o novo boneco. Alguns ativistas de Chávez estão comprando o bonequinho por US$ 30, mas, segundo Bustamante, os melhores compradores são os “esquálidos”, apelido com o qual o presidente e seus homens de governo se referem a seus opositores. Mas o brinquedo não está livre de críticas. Alguns opinam que se trata de uma versão pós-moderna do velho “culto à personalidade” que ensaiaram no passado Hitler, Stalin e Mao Tse-tung, enquanto outros o acusam de violar as regras eleitorais.
No Brasil, será que o boneco do Lula vende? Olha só, esta aí um belo negócio para os empreendedores!

Quem é quem na OMC

Interessante essa matéria da BBC Brasil sobre os grupos que brigam na negociações da OMC. Veja como estão divididos estes grupos. BBC Brasil

Quem pensou nisto na eleição de Lula?

Me diga, quem pensou que o Lula, que tanto almejava o poder, pagaria uma dívida com o FMI adiantado? Nada como um dia após o outro. Agora, quem está de "Lua de Mel" com o Brasil é (era) o desconfiado FMI. Depois dessa, parece que o apoio deste órgão internacional é certo e Lula o terá nas próximas eleições, ou se é que se decidirá sobre ela, pois até agora só está desconversando.

O diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, deu "parabéns" ao Brasil pela decisão de antecipar o pagamento de US$ 15,5 bilhões da dívida com o Fundo até o final do ano.
Rato citou o Brasil como um exemplo a ser seguido durante sua entrevista coletiva de fim de ano, realizada nesta quarta-feira, na sede do FMI, em Washington.
Para ele, o Brasil é um exemplo bem sucedido de país em que as reformas macroeconômicas deram certo.
“Este foi o caminho que permitiu ao governo brasileiro decidir pelo adiantamento do pagamento da dívida do país com o Fundo”, disse Rato sobre a decisão do governo brasileiro anunciada na terça-feira.
Questionado se o ano que vem, por ser ano eleitoral, poderia trazer instabilidade para o país, o chefe do Fundo Monetário foi taxativo: “O Brasil já mostrou nos últimos anos que a estabilidade macroeconômica não é um compromisso político, mas um compromisso nacional”.
Ele disse estar confiante de que as atutoridades brasileiras vão continuar neste caminho de estabilidade econômica.

Ejecutan a otro alto funcionario en China por corrupción

Se este exemplo pega no Brasil? Certamente alguns políticos (corruptos) pensariam duas vezes em pegar propina. Jornal Clarín (Argentina)

Lu Wanli era el responsable de Comunicaciones de una de las provincias más pobres del país. Lo mataron por haberse quedado con US$ 3,16 millones. Es el quinto caso de pena capital que se aplica a funcionarios este mes.
Un alto funcionario de la provincia central china de Guizhou fue ejecutado en Guiyang, capital provincial, por haber aceptado sobornos, informó hoy la prensa oficial. Se trata del quinto caso de penas capitales dictadas o aplicadas a oficiales chinos corruptos.
Los tribunales de la provincia, una de las más pobres del país, dictaminaron que el ex responsable de Comunicaciones de la provincia, Lu Wanli, se había apropiado ilegalmente de más de 3,16 millones de dólares en coimas durante su ejercicio del cargo, entre junio de 1998 y enero de 2002. Además, no pudo justificar el origen de otros 3,27 millones de dólares de su patrimonio personal. Ayer fue ejecutado.
Lu huyó de China a principios de 2002 usando un falso pasaporte, pero fue detenido y repatriado al país.
La corrupción, muy extendida entre las autoridades provinciales y locales chinas, es para los máximos líderes comunistas una de las principales causas de descontento social con el Gobierno, por lo que es frecuente que se dicten sentencias "ejemplarizantes" para mostrar el compromiso de Beijing en su lucha contra los oficiales corruptos.
China es el país que aplica más penas de muerte del mundo. Unas 3.400 fueron ejecutadas en 2004 según Amnistía Internacional, lo que equivale al 90 por ciento de todas las de ese año en el mundo.
Este mes ha sido especialmente alto el número de penas de muerte y ejecuciones de funcionarios corruptos, pues también fueron condenados a muerte la ex presidenta del máximo órgano consultivo de la provincia nororiental de Heilongjiang, Han Guizhi, y el ex director de la empresa estatal China Great Wall, Yang Yanming, ambos esta semana.
Además, el 2 de diciembre un funcionario de la municipalidad de Chongqing, en el centro del país fue condenado a muerte por malversar fondos de indemnización a las poblaciones trasladadas durante las obras de la Presa de las Tres Gargantas, informó hoy la prensa oficial china.
En otro caso, un empresario de la provincia nororiental china de Liaoning, Meng Fanhui -director de la compañía de comercio Shenyang Longjie-, fue ejecutado el 12 de diciembre por estafar a sus clientes locales en más de 30 millones de yuanes (unos 3,7 millones de dólares).

Abertura comercial ampliou a pobreza, apontam estudos

Às vésperas da 6ª reunião ministerial da OMC, ActionAid divulga estudo para demonstrar que a abertura comercial dos últimos anos ampliou a pobreza nos países pobres. Em outro trabalho, CUT chega à mesma conclusão para o desemprego.

São Paulo - Às vésperas da sexta reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), entre os dias 13 e 18 deste mês, em Hong Kong, o velho discurso liberal que associa redução da pobreza à abertura comercial não sai da boca dos negociadores dos países ricos. Mas um estudo divulgado nesta semana em Londres pela ActionAid, uma ONG com atuação em 40 países, inclusive no Brasil, tenta demonstrar que o argumento não passa de conversa fiada de negociador desonesto.

Redução do PIB e aumento da dívida pública ameaçam 2006

Aumento da dívida do governo chega a R$ 149,240 bilhões em 2005. Só em novembro, alta foi de R$ 22,16 bilhões. Governo diz que está dentro da meta prevista, mas economistas advertem que combinação desse número com a redução do PIB é motivo para preocupação. Carta Maior

Porto Alegre - A dívida do governo em títulos públicos já cresceu R$ 149,240 bilhões este ano. Entre outubro e novembro, ela aumentou R$ 22,16 bilhões, passando de R$ 937,34 bilhões para R$ 959,5 bilhões, um crescimento de 2,4%. Em relação a dezembro de 2004, o aumento da dívida interna chegou a R$ 149,24 bilhões, um crescimento de 18,42%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (15), no relatório conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central sobre a evolução das operações com títulos públicos, em novembro.Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Paulo Valle, o aumento foi resultado da emissão líquida de títulos (que superou os resgates de títulos em R$ 9,9 bilhões) e do pagamento de juros da dívida. Os juros elevados tiveram um forte impacto sobre o aumento da dívida interna, uma vez que mais da metade do estoque dessa dívida é remunerada pela taxa Selic, que, na quarta-feira, caiu para 18% ao ano.

Apesar da alta, Valle disse que 2005 foi um ano “muito positivo” na administração da dívida pública e que o Tesouro deve atingir as metas do Plano Anual de Financiamento: a projeção para dezembro é que a dívida em títulos alcance R$ 970 bilhões, dentro da meta de até R$ 1 trilhão para 2005. Segundo Valle, os números da dívida, em títulos, não devem ser analisados isoladamente. Ele explicou que a dívida aumentou porque o Tesouro decidiu emitir mais títulos do que resgatar.Ao emitir mais de R$ 10 bilhões do que vencia em novembro, a decisão teve como objetivo aumentar o caixa do Tesouro para que, em caso de alguma turbulência, não tenha que ir ao mercado para “pagar qualquer preço”, afirmou ao site Invest News. Mas se a meta fixada no início do ano, entre R$ 970 bilhões e 1 trilhão, deve ser atingida, o mesmo não ocorrerá com a meta prevista para o PIB, que deve ficar cerca de 1% abaixo do previsto, o que influi na leitura da situação da dívida.

“Malabarismo de economista”
Ao comentar o argumento de Valle, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo disse à Carta Maior: “Isso é malabarismo de economista. Considerar essas contas isoladamente pode mascarar e deformar o conjunto da obra”. E a combinação que interessa analisar, enfatizou, é essa entre o PIB e a dívida. O problema, observou Belluzzo, é que provavelmente eles erraram no cálculo do crescimento e chegamos ao final do ano com uma taxa média de juros muito alta e uma taxa de crescimento baixa.O país poderia ter tido uma redução muito mais significativa da dívida se não tivesse ocorrido essa redução do crescimento. Belluzzo lembrou uma coisa que Simonsen dizia: depois que se coloca a economia em uma trajetória recessiva não é fácil mudar isso. Um dos fatores que permite prever um crescimento maior em 2006, ressaltou, é o cenário internacional que, aparentemente, será favorável. Obviamente, dependendo da situação da economia dos EUA.

Belluzzo reconheceu que em boa medida as circunstâncias externas da economia brasileira melhoraram muito, com um sensível avanço na balança comercial. A perspectiva é de manutenção de um superávit comercial de aproximadamente 43,7 bilhões de dólares em 2005. As reservas do país devem fechar o ano entre 55 e 60 bilhões de dólares.Hoje, destacou o economista, o Brasil não é um país qualquer, pois possui uma estrutura econômica diversificada, constituindo-se não apenas em um exportador de commodities, mas em um dos mais importantes exportadores do mundo. “Os termos das trocas comerciais melhoraram ao nosso favor e conseguimos uma situação aparentemente paradoxal: câmbio valorizado e aumento de exportações. A melhora na situação externa é muito favorável à gestão da política monetária e essa é uma das razões principais pelas quais a atual taxa de juros é insensata”.

“Números são preocupantes”
Na mesma direção de Belluzo, o economista Fernando Ferrari Filho, professor titular do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), considerou preocupante a evolução dos números da dívida pública. Ferrari destacou que uma das principais causas do crescimento da dívida pública é a manutenção da taxa Selic elevada, devendo fechar 2005 com uma média anual de 19,2%. Considerando a projeção da média anual de inflação na casa de 5,7%, observou, teremos ao final de 2005 uma taxa real de quase 14%.Um dos principais fatores de preocupação, segundo ele, está ligada ao fato de que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá menos do que o previsto. Conforme as últimas previsões, o PIB de 2005 deve fechar entre 2,5% e 2,6%, bem abaixo dos 3,5% esperados. “Temos assim uma combinação entre maior fluxo de rolagem de dívida e um PIB menor, o que significa que a relação entre dívida e PIB vai crescer”, apontou.

Qual o significado disso para a vida econômica do país? O que é preocupante neste cenário de diminuição do PIB e de aumento da dívida, observou ainda Ferrari, é que esta relação é vista como um dos “fundamentos do mercado”. O mercado olha permanentemente para essa relação para avaliar as condições de solvência do país. Para o economista, o que pode ocorrer, com este cenário, é que o Banco Central pode voltar a tentar vender a idéia de que é preciso fazer um ajuste fiscal ainda maior, na direção daquilo que propõem os defensores da tese do déficit nominal zero.Segundo a proposta formulada pelo ex-ministro Delfim Netto, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas da União.

Círculo vicioso
Caso esse seja o caminho, advertiu Ferrari, teremos mais arrocho fiscal e a manutenção de taxas de juros elevadas, formando um circulo vicioso. No contexto deste cenário, o economista mostrou-se cético quanto à possibilidade de o crescimento da economia em 2006 ser significativamente maior do que o deste ano.“É possível que tenhamos um crescimento maior em 2006, pois estaremos em um ano eleitoral e o governo deve atuar nas esferas fiscal e tributária. Só o fato de a taxa Selic chegar a 18% - e se ela mantiver essa média em 2006 – já aponta para um crescimento maior. E o governo pode flexibilizar um pouco o superávit fiscal, mantendo-o na casa de 4,25%. Se tudo isso ocorrer e se não houver nenhuma turbulência na economia internacional, especialmente nos EUA, deveremos ter um crescimento maior, mas nada que dê para entusiasmar, algo entre 3 e 3,5%, que é a média dos três primeiros anos do governo Lula”, previu.
A política de juros altos e a desvalorização do dólar causaram também a queda na taxa de investimento. Segundo dados divulgados nesta quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no terceiro trimestre de 2005, o PIB do país foi de R$ 497,5 bilhões, e, de janeiro a setembro, a soma dos bens e serviços produzidos no país chegou a R$ 1,416 trilhão. Os números mostram que o investimento no país no terceiro trimestre foi de 20,4%, uma queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado.A economista do IBGE, Maria Laura Muanis, disse à Agência Brasil que a alta taxa de juros inibe os investimentos planejados, fazendo com que o crescimento do PIB seja impulsionado por outros componentes, como o aumento do consumo das famílias e do governo, além do aumento das exportações. Esses números e as previsões dos economistas indicam que 2006 pode ser um ano um pouco melhor, mas nada para comemorar com fogos de artifício, principalmente para um governo que precisa compensar o desgaste político com um bom desempenho econômico.

11 dezembro, 2005

China tem 90% das 500 maiores empresas do mundo

A China vem recebendo o investimento de 90% das 500 maiores empresas do mundo, segundo números do Ministério chinês de Comércio publicadas hoje, sexta-feira, pela imprensa local.
Desde que em 2001 a China passou a fazer parte da Organização Mundial do Comércio, o país melhorou o entorno empresarial para os investimentos forâneos, o que ajudou a disparar o número de operações de empresas estrangeiras, segundo o periódico China Daily.
Somente no ano passado, empresários de 202 países investiram na China mais de U$600 bilhões (508 bilhões de euros) em quase todos os setores de atividade econômica, incluindo manufaturas, serviços e agrícolas.
Os setores de comércio (importação e exportação) e alta tecnologia foram os favoritos durante este exercício, explicou Liu Yajun, diretor do departamento de promoção de investimentos do Ministério.
Na maioria dos setores, as empresas optaram por buscar sócios locais e criar sociedades mistas, seja com empresas estatais ou privadas.
O papel do setor privado é cada vez mais importante na China, onde cresce a um ritmo anual de 53%, e já contribuem para 60% da economia nacional.
Invertia

Erro de digitação faz corretora japonesa perder R$ 500 milhões

Um erro de digitação de um corretor japonês provocou um prejuízo de pelo menos R$ 500 milhões ao banco de investimentos em que trabalha, a Mizuho Securities. Ele acidentalmente ofereceu 610 mil ações da empresa J-Com por 1 iene cada, quando deveria vender apenas uma ação pelo preço de 610 mil ienes (US$ 5.065, ou R$ 11.034), informou a CNN.
As centenas de milhares de ações que o corretor disponibilizou valiam, no total, US$ 3,1 bilhões. Segundo as regras de mercado, o pedido não poderia simplesmente ser cancelado.
O erro milionário só não foi pior porque regras do mercado japonês limitam a flutuação dos preços de ações, e por isso ninguém conseguiu comprar de verdade as ações por 1 iene. Mas pode ter havido vendas pelo preço de 572 mil ienes (US$ 4.750) cada, o que representa um desconto de 9% no preço de venda pretendido.
O presidente da Mizuho Securities, Makoto Fukuda, disse que a empresa conseguiu recomprar a maioria das ações vendidas. Acredita-se que ela deva estar tentando comprar outras.
O custo do erro, pelos cálculos preliminares, já chegou a US$ 224 milhões, mas pode atingir US$ 250 milhões se a Mizuho conseguir recomprar todas as ações.
"É um monumental erro de corretagem, mas felizmente esse é um grande banco, com bastante reserva", disse Jason Rogers, um analista de crédito da Barclays Capital.
O presidente da Mizuho, Fukuda, visitou o Ministério da Economia e de Serviços Financeiros nesta sexta-feira para se desculpar pela "bagunça".
Muitos dos operadores de mercado se surpreenderam com a passagem de uma ordem tão absurda pelo sistema da Bolsa de Tóquio. "A ordem de venda, que oferecia mais ações do que as disponíveis, de algum modo entraria no sistema da Bolsa. Ela não pode dizer que não tem nada a ver com isso", afirmou Massaru Ueda, chefe da divisão de estartégia de investimentos da Mauran Securities Co. Ltda.
A Bolsa de Valores de Tóquio disse ser a primeira vez que uma ordem de venda excede o número de ações disponíveis. As negociações dos ativos da J-Com foram suspensas durante toda a sexta-feira e ainda não foi decidido se serão retomadas na segunda-feira.
Se fosse no Brasil, o que seria dessa criatura em? Lá os operadores de mercado focam no sistema da Bolsa de Tóquio e no Brasil, você ache que quem seria culpado pela falha, o operador ou o sistema eletrônico? Invertia

Lula abre o jogo a Carta Capital


A Revista Carta Capital apresenta uma conversa (entrevista) com o Presidente Lula, nela ele prevê crescimento acima de 5% em 2006, diz que não se decidiu ainda sobre a reeleição, espera disputa acirrada e aponta corte maior nos juros.

Entrevista: sobre o escândalo na política

Quando o jornalista Mario Rosa concedeu uma entrevista a AMANHÃ para falar sobre o tema em que é especialista – a gestão de crises – os escândalos envolvendo o governo Lula e o PT estavam no nascedouro. "Foi uma pena, porque naquele momento pouca coisa havia sido revelada", lamenta Rosa. Quatro meses depois, com o governo à deriva, AMANHÃ procurou novamente o autor do livro "A Era do Escândalo" e pediu uma avaliação da postura do PT diante do imbróglio. Para Rosa, os recentes rolos brasilienses escancaram mais uma vez a mãe de todas as regras da gestão de crises: jamais deixá-la eclodir. "A solução é a prevenção, é não ter o infarto. Depois que o escândalo estoura, é a falência do sistema de gestão de crise”, ensina. Mesmo preocupado com as conseqüências dos escândalos - como todos os brasileiros - Rosa vê neles uma oportunidade única para os empresários refletirem e aprenderem a gerir suas próprias crises. "É uma dolorosa e sinistra aula pública", diz ele nesta entrevista.

Pregão eletrônico economiza recursos públicos!

Publiquei recentemente que a Prefeitura de Montenegro estaria estudando uma forma de efetuar as suas compras de materiais via pregão eletrônico. Bem, saiu veiculado na Revista Amanhã que o governo federal vem economizando belos valores do erários públicos com esta atitude. É um bom exemplo a ser seguido pelas demais prefeituras do RS.
De janeiro a outubro de 2005, o governo federal registrou uma economia de R$ 800 milhões nas compras de bens e na contratação de serviços, em relação ao mesmo período do ano passado. A redução foi ocasionada, principalmente, pelo uso do pregão eletrônico nos órgãos da administração pública federal. "Esse é um ótimo instrumento, pois diminui os custos em cerca de 20%. Em setembro, mais da metade das compras foi realizada por meio dessa modalidade", afirmou a AMANHÃ Rogério Santanna, secretário de logística e tecnologia do Ministério do Planejamento. Segundo ele, o uso do pregão eletrônico cresceu 294% no último ano: em 2005, foram feitas 5783 compras eletrônicas, contra 1471 em 2004. O volume de dinheiro negociado por pregão eletrônico aumentou 204% no mesmo período – passando de R$ 147,1 milhões para R$ 447,7 milhões. "Além de diminuir os gastos, essa é a forma mais segura e democrática de escolher os fornecedores, pois não há uma negociação prévia. Certamente, o governo continuará utilizando esse instrumento de forma ampla em 2006", projeta Santanna.

Inovação: criatividade compensa


Recentemente postei uma matéria sobre inovação nas empresas, publicada na Revista Exame (29/11). Desta vez é a Revista Amanhã que publica uma manchete de capa sobre a inovação como uma forma de aumentar a competitividade das empresas. Veja os relatos das mais significativas empresas que no seu processo normal de desenvolvimento tem na inovação uma propulsão lucrativa. Recentemente busquei mais afundo a teoria de Schumpeter sobre as inovações (não é nada novo, pelo contrário, é a mais conhecida de todos) e este traz importantes significados ao que estamos observando atualmente. Leia a matéria.

Mina de ouro

Os bancos se tornam cada vez mais lucrativos. Veja nesta matéria da Revista América Economia sobre o ranking dos melhores bancos. O melhor de todos é o Santander do Chile. Baixe a relação dos 25 melhores bancos da América Latina.

Negócio Seguro na América Latina


A Revista América Economia publica uma matéria sobre o crescimento do mercado de seguros.
Apesar de seus problemas e limitações, a indústria seguradora cresce mais do que nunca na América Latina e atrai diferentes competidores, com os bancos na liderançaÀ primeira vista, as companhias de seguros do Brasil aparecem como as maiores e com os melhores índices de rentabilidade da região. Se consideramos as 100 maiores companhias de seguros da América Latina por prêmios, as brasileiras ganham facilmente quase todos os 50 primeiros lugares. Mas as diferenças institucionais e de regulação tornam impossível comparar a gestão destas empresas entre os diferentes países latino-americanos. No Brasil, por exemplo, as companhias de seguros também incluem o negócio dos seguros de saúde e de pensões, enquanto no Chile, por exemplo, estes estão separados e em mãos de instituições sujeitas a regulações diferentes. Assim se explica a existência de monstros como Bradesco Vida e Previdência, que conta com mais de US$1 bilhão em prêmios, e é a razão pela qual neste primeiro ranking das maiores companhias de seguros da América Latina as comparações são feitas país por país. A análise torna-se mais complexa se consideramos as particularidades dentro do próprio negócio. Enquanto os bancos administram riscos financeiros, as companhias de seguros focam-se nos riscos pessoais e patrimoniais, o que divide estas firmas entre as que se dedicam aos seguros de vida e as que concentram nos seguros gerais. Muitas companhias estão em ambos os negócios, embora estes sejam muito diferentes. Sem dúvida, o maior e mais rentável negócio é o dos seguros de vida. O negócio dos seguros gerais, por sua vez, tem maior rotatividade, e se produzem mais incêndios, o que faz com que o negócio dependa em boa parte da determinação do preço do prêmio com relação ao risco. Isto faz com que estas últimas empresas assumam menos riscos. Mas o fato é que os seguros transformaram-se em um grande negócio na região e aumentam o apetite de outros competidores. Basta ver o alto nível de participação das divisões de seguros dos bancos em países como Argentina, Brasil, México, Peru e Venezuela. Em outros países, como o Chile, as companhias de seguros tradicionais ainda mantém um espaço importante. No entanto, a concorrência promete aumentar, já que com a convergência competitiva do varejo bancário e financeiro-comercial, praticamente não há instituição do sistema financeiro que não esteja oferecendo algum tipo de seguro, para o que seja. Como citava a consultoria Accenture a um executivo de uma importante companhia de seguros, “não existe risco incapaz de ser garantido, só o preço está mal calculado”.
METODOLOGIA. A informação apresentada corresponde a junho de 2005, e foi passada pelas respectivas superintendências de seguros da região.Para o cálculo da rentabilidade do patrimônio foi anualizado o lucro de seis meses, portanto este número deve ser considerado com cautela. O indicador da dívida sobre patrimônio representa a razão entre o passivo exigido e seu patrimônio. Razões conservadoras equivalem a até 15 vezes para companhias que oferecem seguros de rendas vitalícias, e até cinco vezes para aquelas que só oferecem seguros patrimoniais. A eficiência operacional representa o intervalo entre o custo de administração e a margem de operação. O ranking tenta homogeneizar a informação dos diferentes países, no entanto comparações entre eles devem ser feitas com reserva.

Os novos latinos


Países da região aproveitam a liquidez global para arrumar a casa e fortalecer a poupança doméstica. Veja esta matéria interessante que saiu na Revista América Economia.
Acostumados a entrar e sair dos radares do mercado financeiro global a cada crise e recuperação da liquidez global, parece que desta vez os mercados latino-americanos chegaram para ficar. Graças a uma conjunção da maior taxa de poupança doméstica em 15 anos, da redução da vulnerabilidade externa da região e de outras reformas estruturais feitas em grande parte dos países, a América Latina agora está mais saudável e poderá enfrentar com menos traumas qualquer virada no cenário internacional. Este é o pano de fundo sobre o qual se tem produzido um explosivo desenvolvimento da indústria financeira na América Latina, refletido nos rankings de maiores bancos, seguradoras e administradoras de fundos de pensão apresentados nas próximas páginas.A opinião é preponderante entre economistas e investidores: finalmente a América Latina aproveitou um período de forte crescimento global e de excepcional liquidez nos mercados mundiais para economizar, em vez de endividar-se ainda mais e deixar o problema para os sucessores no comando dos países, como era regra. “Estamos surfando nessa onda em boa forma”, resumiu Luiz Fernando Figueiredo, sócio-diretor da Mauá Investimentos e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, em sua palestra no seminário Fundos Hedge na América Latina, organizado pelo banco suíço controlado por brasileiros Banque Safdié, em Genebra, no fim de outubro. “Pode-se dizer com tranqüilidade que a região está mais preparada para uma eventual crise internacional.”O fato é que o espetacular crescimento de grandes economias emergentes como a China e a Índia tem permitido uma conjuntura inédita na economia global. A queda dos preços de produtos manufaturados provocada pela entrada dos chineses em diversos mercados — 98% dos carrinhos de bebê vendidos no mundo são fabricados na China, por exemplo, — e a concorrência da Índia em serviços como informática e telemarketing vem causando uma pressão deflacionária no mundo que compensava completamente o efeito da alta do petróleo e outras commodities nos últimos dois anos.Isso permitiu que os juros permanecessem baixos por um período sem precedentes nos países desenvolvidos, impulsionando o crescimento mundial para níveis recordes, de mais de 5% no ano passado, com previsão de mais de 4% este ano e em 2006. E dirigindo um enorme fluxo de investimentos para mercados emergentes, inclusive a América Latina. O saldo em conta corrente dos mercados emergentes virou de um resultado negativo de US$ 50 bilhões em 1998 para um superávit de US$ 150 bilhões este ano, segundo dados da Mauá Investimentos.Portanto, o desempenho econômico da região — com alta de 5,9% no PIB em 2004, comparado a uma média de 1% de 1998 a 2003 — “reflete a persistência e os efeitos de tendências que começaram a esboçar-se no segundo semestre de 2003”, segundo um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). “A notável expansão dos países asiáticos, associada à aceleração da atividade econômica nos Estados Unidos, traduziu-se em um aumento da demanda e dos preços dos produtos básicos exportados pela região, principalmente metais, minerais e certos produtos agrícolas”, informa o Estudo Econômico para a América Latina e o Caribe, divulgado pela Cepal em agosto. “Ao maior dinamismo das economias asiáticas e americana somou-se o incremento da atividade no Japão e nos países da União Européia.”Toda essa demanda elevou os preços das commodities exportadas pela região e intensificou o aumento dos termos de troca. “O comércio mundial está crescendo muito e os termos de troca dos bens da América Latina aumentaram 20% desde 2000”, diz Figueiredo, da Mauá Investimentos. “Um aumento de 20% na competitividade é muito e, no caso do Brasil, essa melhoria é de cerca de 35%.” Com isso, o volume exportado pela América Latina e o Caribe cresceu 12,4% em 2004, segundo a Cepal, e as exportações alcançaram 23,4% do PIB regional, o maior volume desde 1990. Ao mesmo tempo, governos e empresas aproveitaram o impulso das exportações sobre as taxas de câmbio da região para se livrar da dívida externa, que em 2002 correspondia a 40% do PIB e no fim de 2005 deve ficar em cerca de 32%. Aproveitando a virada no saldo em conta corrente dos mercados emergentes, os bancos centrais se puseram a comprar reservas. No caso do Brasil, as reservas internacionais aumentaram de 17% da dívida total para 35%. “É outro país”, diz Luiz Carlos Mendonça de Barros, sócio-diretor da Quest Investimentos e ex-ministro das Comunicações do Brasil. “Nos últimos dez anos, o Brasil passou de um fluxo de comércio de 15% do PIB para 25%. E segue rumo aos 40% do PIB nos próximos anos.”

Economista: campeão no Volei?

Um economista campeão no Volei!
Você não está entendento o título da postagem? Bem, deve então ler esta reportagem da Revista Amanhã com Bernardo Rocha de Rezende, conhecido como Bernardinho da seleção masculina de vôlei, que é formado em Economia pela PUC do Rio de Janeiro. Na entrevista Bernardinho revela como forma uma equipe de vencedorer ou melhor de lideres natos, pois não por pouco que ele é comparado ao Jack Welsh das quadras.
O estilo diferenciado de liderar rendeu ao técnico brasileiro resultados importantes na carreira. Hoje, Bernardinho utiliza nas quadras alguns conceitos-chave de gestão corporativa, do coaching ao balanced scorecard. Suas fontes de inspiração não são apenas as biografias de atletas como Michael Jordan e Muhammad Ali, mas também os exemplos de Jack Welch e outros líderes – entre eles, José Galló e Jorge Gerdau. O técnico conta o que as empresas podem aprender com o time que conquistou nada menos que 12 dos 15 campeonatos que já disputou. Leia.

Desenvolvimento


O governo do Estado está levando às regiões gaúchas uma proposta inovadora de planejamento, como forma de implementar as iniciativas já apontadas pelo estudo Rumos 2015 para a redução das desigualdades regionais.
Baseados numa experiência francesa de descentralização do desenvolvimento, os Compromissos de Planejamento prevêem a definição de prioridades por diversos agentes locais, como prefeitos, representantes de universidades e Coredes, em parceria com o governo.
A partir dessa definição, são firmados compromissos recíprocos a serem perseguidos conjuntamente por um determinado período. O Rumos 2015 é considerado o mais amplo estudo sobre desenvolvimento regional e logística de transportes realizado pelo Executivo Estadual. Com apoio do Banco Mundial, a Secretaria da Coordenação e Planejamento trabalha em parceria com FEE, Sedai e Secretaria dos Transportes para traçar alternativas ao desenvolvimento gaúcho pelos próximos 10 anos.
O Rumos 2015 concluiu uma análise sobre a visão estratégica para o Estado do Rio Grande do Sul. Os seis principais focos delimitados pelo estudo para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul são:
1. a busca de produtos diferenciados para o mercado nacional e internacional;
2. o fortalecimento da base primária na potencialização de agroindústrias;
3. a inteligência de mercado para a maior penetração de produtos gaúchos nos vários mercados; 4. uma rede urbano-industrial concentrada;
5. maior coordenação de ações e “governança” regional;
6. exigência de logísticas de transportes diferenciadas.
Para os colegas que não se definiram ainda no tema da monografia esta é uma bela idéia.

10 dezembro, 2005

DPVAT: mais aumentos

Em 2006 já teremos um aumento garantido. Sim, agora é no DPVAT. O seguro (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) tem a finalidade de amparar as vítimas de acidentes de trânsito no país.
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O aumento, que vigorará em 1º de janeiro de 2006, será de 43,4% para automóveis, táxis, motos e ciclomotores, tratores, caminhões ou picapes, reboques e semi-reboques adaptados para transportar passageiros e carga.
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O aumento é quase nove vezes a inflação prevista para o ano, que deverá ficar entre 5% e 5,5%. Em janeiro deste ano o seguro já havia subido entre 3,6% e 55%. Para os carros de passeio, táxis e veículos de aluguel o seguro passa dos atuais R$ 53,06 para R$ 76,08. Para as motos, de R$ 96,00 para R$ 137,65. Os caminhões pagarão R$ 81,70 (hoje pagam R$ 56,98).
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Os valores aprovados pela resolução referem-se apenas ao seguro. Sobre eles há o acréscimo de 7% referente ao IOF. Os aumentos foram autorizados pela resolução nº 138 da Susep, publicada no "Diário Oficial" da União de 1º deste mês. Os percentuais variam de 12,4% a 43,4%. Portanto, reserve um pouco do seu 13°. Leia na íntegra.

Tim Harford: adepto de Steven Levitt

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O site no mínimo se adianta e apresenta mais um economista que observa fatos do cotidiano através do olhar econômicos. Tim Harford é colunista do Jornal "Financial Times" e tem extraído muitas gargalhadas de seus inúmeros leitores. Sua análise enfoca desde a traíção de um casamento mal sucedido até conselhos profissionais. Com um leitura fácil e bem humorada, Tim Harford, parece que vai ganhar muitos adeptos no Brasil em breve, dada ao enorme sucesso do semelhante Best seller de Steven Levitt.
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Seu livro intitula-se, “The Undercover Economist: Exposing Why the Rich Are Rich, the Poor Are Poor – and Why You Can Never Buy a Decent Used Car!” (O economista disfarçado: explicando por que os ricos são ricos, os pobres são pobres e você nunca pode comprar um carro usado decente!) já é um sucesso nos EUA, onde foi recentemente lançado e na Inglaterra a previsão de lançamento é em março de 2006, mas dado os pedidos poder ser que seja antecipado.
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Me parece que está é uma nova onda entre esses novos economista contemporâneos, pois tratar de temas tão próximos das pessoas comuns (as que não tem ligação direta com a economia mais formal e técnica) é uma forma de desmistificar temas áridos que compõem nossos dias de estudos. Obviamente, não se pode pensar que a economia tenderá a esse caminho, ou seja, mais desleixado no trato das questão fundamentais, mas é uma forma bem usual de leitores comuns e até economista formais observarem que seu dia-dia pode ser mais divertido. É tipo aquele velho costume popular de que unir o útil ao agrádavel é sempre bom. Além de que isso pode tornar a economia mais atrativa e quem sabe a torne as salas de aula do curso latada de novos adeptos, de novas visões que agreguem conhecimento e qualidade no estudo econômico.
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Leia a entrevista que no mínimo fez com Tim Harford e conheça mais um pouco desse mais novo best seller que se aportará no Brasil em breve.

Controle os gastos públicos!

O UOL lançou uma ferramenta super importante que possibilita os internautas controlarem de perto os gastos do governo. O site intitulado "Contas Aberta" é um projeto que prevê o acesso as informações do maior banco de dados do governo, o Siafi. É um projeto organizado por jornalistas, economistas, advogados, etc. Por pessoas que concedem atenção especial para os erários públicos. O link é http://contasabertas.uol.com.br/asp/ . Quando tive acesso através da disciplina de Economia do Setor Público ao banco de dados do Siafi, pude perceber de forma mais clara o quanto se gasta valores exagerados (desproporcionais até) em alguns segmentos ministeriais do governo federal. Realmente uma boa idéia tornar a todas pessoas (intenautas)este livre acesso. Agora quem pretende ir na fonte e baixar as execuções orçamentária direto do banco do Siafi, o endereço é no site da Câmara dos Deputados.

04 dezembro, 2005

Crescimento econômico: vai ou não vai?


Na reportagem publicada na BBC Brasil, o economista Vinod Thomas, diretor do Departamento de Avaliação de Operações do Banco Mundial (Bird), prega que o Brasil tem um grande potencial de crescimento e desenvolvimento para os próximos anos. Mas, para obter este tão sonhado desenvolvimento, com mais qualidade de vida para sua população algumas melhoras devem ser feitas. Listo elas, então: deve-se tomar ações integradas nas áreas política, econômica e social, com ações para melhorar a qualidade dos gastos sociais, manutenção da estabilidade fiscal e ações para preservar e não destruir a natureza. Nas suas palavras, "o maior progresso nos últimos anos aconteceu na macroeconomia. Na área social, ainda é preciso um esforço maior na melhoria dos gastos e na área ambiental ainda há muito a fazer". Até ai boa parte das mudanças identificadas já são mais que perceptíveis por todos nós brasileiros que vivemos o problema. Mas porque não são feitas as mudanças ou pelo menos que se iniciem de forma consistente? Se foram ou são tomadas, porque um extrangeiro diz que não? Lembro sempre da frase do José Pastore, que falava em um de seus artigos recentes que parece que o problema nacional não é identificar o problema, mas efetuar as ações para corrigir, deveriam buscar mais as ações e menos demagogia política. Ele está certo, pois temos as melhores e mais atualizadas leis em alguns segmentos, mas falta aplicar, cobrar. O mesmo se aplica a economia, pois temos um corpo de grandes pensadores e articulistas, mas falta é ação. Vontade política e não econômica. Leia...

Palocci


A revista The Economist apresenta uma matéria sobre o verdadeiro cálvario que passa Palocci na gestão do Ministério da Fazenda. Segundo a reportagem, as criticas se juntam aos baixos números da economia (PIB). Mas, há uma meia culpa declarada a Palocci, pois segundo alguns economistas o BC também retardou o processo de queda nos juros por muito tempo o que também pode ter prejudicado os atuais números do PIB. Que deve crescer abaixo dos 3% este ano. Além de todo o levantamento sobre os rumores de possíveis envolvimentos em corrupção, mostra alguns dados sobre a era de Palocci no ministério. Vale conferir...

03 dezembro, 2005

A Muralha do Crescimento Econômico: segundo Veja



A Revista Veja apresenta na sua matéria de capa uma importante revelação. Que 65% do problemas nacionais podem ser resolvido. E não é baixando apenas o juros, elevando o câmbio, ou outras coisa mais. É atacando alguns pontos de deficiência estrutural no país. O estudo foi efetuado pela Consultoria McKinsey, uma das maiores e mais prestigiadas empresas do ramo no mundo. A composição é a seguinte: 28% é informalidade, 13% deficiências macroeconômicas, 11% regulamentação, 8% serviços públicos ineficientes, 5% infra-estrutura e 35% é atraso mesmo. Bom, depois dessa quantificação pontual do estudo resta saber o quanto de verdadeira ela é. leia...

Abertura Comercial

A Revista Exame coloca em pauta de discussão uma nova abertura comercial para o país. Segundo a matéria, depois de 15 anos da primeira, efetuada por Fernando Collor, uma segunda já está por vir ou deveria vir urgentemente. Segundo a pesquisa o Brasil, mesmo tendo relativos e altos superávits da balança comercial, ainda é um país muito fechado para negócios internacionais. No estudo, o Brasil, representa apenas 1,1% do comércio mundial. Realmente é uma posição muito modesta para um país de grande potencial como o nosso. Meu amigo Joel me falava outro dia sobre uma grande dificuldade que algumas pessoas tem em diferenciar e definir esse conceito "globalização", então, para aqueles que encontram dificuldades, Clique aqui! . Leia, também, a matéria da Exame.

Palocci: mais fraco ainda


A matéria da Revista Isto é Dinheiro, "Deu errado, Dr. Palocci", apresenta mais um capítulo da conturbada passada de Palocci pelo Ministério da Fazenda. Depois das várias tentativas de Dilma Roussef, Alencar, Dirceu, entre outros, parece que Palocci vai resistindo. Mas, por quanto tempo uma pessoa pode seguir guiando uma política contestata por quase todos no país? Será que é só o mercado que quer solidez e firmeza no trato com as contas públicas? Bem, os números também não ajudam, ao que foi divulgado sobre os dados do crescimento do PIB, estes serão deploráveis mais uma vez. Já circula na Web pesquisas para quem será seu possível sucessor. Bem, pelo menos na Web parece que já é certo uma possível saída, será mesmo que no fim do mandato o Lula vai estragar mais ainda sua passagem por Brasília? Essa é minha dúvida. Leia...

Gestão de Pessoas...é fundamental conhecer a si mesmo


Matéria muito interessante essa. Fala sobre como tratar da arrogância que alguns "grandes" chefes e executivos não percebem, mas que está a seu redor sabe muito bem. Essa deveria ir para os murais de muitas empresas que ainda não perceberam que na motivação, no reconhecimento, e, principalmente, educação e consideração para com os subordinados é fundamental para ter equipes engajadas nos objetivos da corporação. Bom, ainda bem que alguns percebem e voltam um pouco no tempo. Confira...

Aviação


A Boeing, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo estima negócios promissores com a China nos próximos 20 anos. Nas estimativas da empresa os negócios com o país deverá crescer mais que o próprio mercado chinês. O mercado para transporte aéreo deverá absorver mais de 2,6 mil aeronaves novas no valor de US$ 230 bilhões, ratificando a posição que já ostenta: a de maior mercado mundial de aeronaves comerciais novas, atrás apenas dos EUA. Sem dúvida um bom negócio e certamente que a Embraer está de olho. Leia...

Entrevista

Eduardo Jorge, ex-secretário-geral de Fernando Henrique Cardoso em entrevista a Revista Isto é Dinheiro quebra o silêncio e nega participação no esquema do juiz Nicolau. Diz que não houve Caixa 2 nas campanhas de Fernando Henrique Cardoso e acusa o PT de corrupção. Bem, acusar integrantes do PT (ou PTralhas) de corrupção é pura demagogia, pois isto já é visto por todos os lados. Leia essa reportagem...

Redução de Custos

Algumas das maiores companhias internacionais informam que estão nos seus planos futuros não mais grandes investimentos, mas reduções drásticas de custos. A primeira é do setor de aviação e a segunda é do setor automobilístico. A British Airways pretende demitir seus principais executivos para cortar custos e a Ford fechar algumas de suas fábricas. No Brasil, a Gol fecha a compra de alguns aviões, sinal que a gestão por aqui está mais eficiente. Leia...

02 dezembro, 2005

Cartões...

A Credicard, uma das maiores administradoras de cartões de crédito do mundo festeja seus resultados na América Latina e, principalmente, no Brasil. A administradora de Janeiro a setembro registrou um crescimento de 31,5% em relação ao ano de 2004. No mercado de cartões é bastante alto, maior ainda é o faturamento de U$$ 13,16 bilhões. Quanto ao faturamento, esse aumentou cerca de 35,8%, enquanto o setor como um todo aumentou cerca de 23%. Leia...