Olhar Econômico

22 janeiro, 2006

BID será privatizado?

O governo Bush se move no sentido de fomentar reformas no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A intensão dos EUA é tornar o banco uma instituição que empresta recursos, também, para o setor privado. Os EUA detém 30% do capital acionário do BID, fazendo valer uma enorme barganha política pelas mudanças. O banco é uma instituição que emprestou em 2004, cerca de US$ 6 bilhões, quase 25% aquém de sua capacidade sustentável.

Como sugeriu Bush, "a principal mudança no banco será um aumento nos créditos ao setor privado, que este ano somariam menos de 5% do total. A idéia é aumentar a proporção ao máximo permitido de 10%, ou até aumentar o limite, para chegar a novas áreas, como turismo, agronegócios, tecnologia e reconversão industrial. “O setor privado é indispensável para a relevância do banco”, diz Liliana Rojas-Suárez, presidente do Comitê Latino-Americano de Assuntos Financeiros, que em janeiro apresentará a Moreno uma série de propostas de reformas".

Nestas mudança, insere-se as novas modalidade de crédito, dotadas de mais agilidade, foco e eficiência.

Pelo toque que Bush está tentando dar no BID recursos parecem que não vão faltar. Espera-se que os investimentos nas áreas sociais, infra-estrutura e saneamento, os carros-chefes do BID até o momento não sejam prejudicados.

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