Olhar Econômico

22 fevereiro, 2006

A terra dos Bancos

Dois bancos públicos federais, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal, divulgaram ontem lucros recordes nas suas operações em 2005. O lucro líquido do BB no ano passado foi de R$ 4,2 bilhões, valor 37,4% maior que os R$ 3 bilhões alcançados em 2004. A Caixa também teve o maior lucro de sua história, com R$ 2,07 bilhões, 46% a mais do que o apresentado no ano anterior.
O lucro do BB e da Caixa supera o de outros dois grandes bancos privados que já divulgaram os resultados de 2005: o Unibanco (R$ 1,838 bilhão) e o Santander Banespa (R$ 1,643 bilhão). Itaú e Bradesco divulgam seus resultados nesta semana.
O presidente do BB, Rossano Maranhão, disse que o resultado é 'excepcional', mas não é o bastante. 'Precisamos aumentar o crédito junto ao não-correntista', observou. O destaque para este ano deve ser o crédito para o varejo, com meta de crescimento de 40%. Para alcançar o resultado pretendido, o BB entrará num novo segmento, o do crédito imobiliário. A instituição nunca financiou casa própria, ao contrário da Caixa, que somente em 2005 concedeu R$ 9,1 bilhões em crédito habitacional, uma alta de 41% sobre 2004. A idéia do BB é oferecer linhas de crédito para a aquisição de imóveis para pessoas com renda mensal superior a R$ 10 mil. Outro segmento em que o BB promete atuar fortemente é o de financiamento de veículos, no qual sua participação tem sido insignificante.
O maior problema enfrentado pelo BB em 2005 foi na área do agronegócio. Diante da seca e da valorização do real, problemas que afetaram a renda do produtor, o BB elevou em 181% - para R$ 1,73 bilhão - a provisão para créditos de liquidação duvidosa do setor. 'O risco cresceu', admitiu o vice-presidente de Agronegócios, Ricardo Conceição.
O governo Lula supera todas as expectativas. Aqui, banco faz a festa!