Olhar Econômico

30 março, 2006

É duro ser visionário!

Se ninguém te entende, o errado não é você, afinal a culpa não é sua se as outras pessoas não tem a sua visão, aliás azar delas, pois só você sabe o verdadeiro motivo da existência (ou o motivo em questão) então da próxima vez que alguém te questionar não tente dar-se ao trabalho de explicar,pois é algo que jamais conseguirão entender.

"O filósofo é o homem de amanhã, aquele que recusa o ideal do dia, aquele que cultiva a utopia."
(Friedrich Nietzche)

26 março, 2006

Quanto vale um ecossistemas?

Esse é, talvez, um dos novos dilemas da economia. Especificamente, a economia ambiental. Como valorar um bem que não tem valor econômico? Sei que isto beira a um paradoxo, mas na literatura econômica é isso mesmo. A economia neoclássica excluía, até a década de 60/70 a inter-relação entre economia e meio ambiente. Para os economistas neoclássicos, o meio ambiente era infinito e as trocas eram efetuadas naquele modelinho famoso, entre empresas e famílias. Nos últimos anos, a economia tenta corrigir este erro e mensurar o valor do meio ambiente. Prega-se até uma macroeconomia "verde", onde os indicadores macro contenham índices ambientais.

Mas, a questão que tento colocar não é esta de definir ou não um valor, mas alertar que uma parte do maior patrimônio nacional está a venda. Quando li uma reportagem sobre a venda de uma grande área (1.618 quilômetros quadrados) na amazônia, logo pensei que estaríamos concedendo ao capital privado algo que nem pode ser mensurado. Segundo o Jornal britânico The Sunday Times, a área (maior do que a cidade de Londres) está valendo perto de US$ 8 milhões (R$ 17 milhões).

E a compra desta área foi feita por um bilionário sueco que tem estimulado seus amigos a fazer o mesmo. Ou seja, comprar a amazônia. Me questiono diante dessa postura. E a soberania do país pode ser corrompida pelo dinheiro?

Então, a questão é quanto vale a amazônia de fato? Não só pelos aspectos quali-quantitativos de espécies de plantas e animais, mas todo o potencial de riqueza. Certamente que esse bilionário não vem proteger essas terras. Deve vir sim extrair o que ela tem de mais nobre, ou seja, suas espécies ainda não descobertas para a ciência. Com todo seu potencial farmacêutico, plantas exóticas. Enfim, diante de tudo isso qual a postura do governo. Defender ou se render? Não se surpreenda se a segunda alternativa predominar.

Aqui, a matéria da BBC Brasil.

23 março, 2006

Lavagem de dinheiro

As manchetes abaixo são um tanto quanto complicada. Um caseiro acusado de lavagem de dinheiro? Então, os caseiros pelos lados de Brasília estão ganhando muito bem. Menos demagogia. Esse certamente será mais um Delúbio, que fez tudo e ninguém do alto escalão do governo sabia de nada. Mas, de nada mesmo. Aquele slogan "O melhor do Brasil é o brasileiro", sofreu uma mutação e agora é "O melhor do Brasil é o brasileiro que não acredita em falsas promessas" cabe bem para os atuais governantes. (Isso é minha opinião, é claro). Reuters

"(Reuters) - O caseiro Francenildo dos Santos Costa está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, disse seu advogado, Wlício Chaveiro, após depoimento na sede da instituição"

Quanto a acusação a resposta foi essa:

"O advogado do caseiro, Wlicio Chaveiro Nascimento, ironizou a iniciativa do COAF. “Lavagem de dinheiro só teria acontecido se a mãe dele tivesse lavado algum dinheiro na calça dele porque ela é lavadeira”.

Olha só, tem mais ainda. Depois desse emaranhado todo de quebra de sigilo ilegal e por ai vai, parece que o advogado do caseiro quer tirar mais um pouco dos escassos recursos públicos.

"Brasília - O advogado do caseiro Francenildo Santos Costa, Wlicio Chaveiro Nascimento, estuda a possibilidade de processar a União por conta da quebra de sigilo bancário ilegal de seu cliente"

A pergunta é: nessa "brincadeira" toda, quem paga a conta?

A resposta é nós, os contribuintes!

Esta anotado: 5% de crescimento em 2006

"O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, estima que a atividade econômica brasileira em 2006 crescerá 5%".

A matéria é bem interessante e saiu veiculada no jornal O Estado de São Paulo (Estadão). Eu disponibilizo, então, as palavras deste renomado economista.

BRASÍLIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, estima que a atividade econômica brasileira em 2006 crescerá 5% - um ponto porcentual a mais que a previsão do Banco Central. Para ele, o cenário deste ano é semelhante ao de 2004, que também começou com redução da taxa de juros básica, a Selic (atualmente em 16,5% ao ano), e com menor variação da inflação.

A corrida eleitoral deste ano, advertiu, não deverá alterar sua projeção. "O cidadão não se pergunta se há eleição neste ano. Ele está preocupado com o emprego e a renda ou lucratividade de seu negócio", afirmou. "A perspectiva de crescimento econômico é favorável e positiva. O mercado exterior continua favorável ao Brasil, não há nenhuma nuvem no horizonte, e o mercado interno está de vento em popa", acrescentou.

Conforme detalhou, a massa salarial, que corresponde a 35% do Produto Interno Bruto (PIB), está em expansão, assim como o emprego e o salário mínimo, cujo aumento deverá injetar mais R$ 25 milhões na economia neste ano.

Além disso, defendeu que há "crédito abundante" para a população de baixa renda e que as vendas do varejo já mostraram expansão de 3% a 4% neste início de ano. "O ano começou acelerado, ao contrário de 2005. A eleição não perturbará isso", afirmou Mantega, depois de participar de Seminário Internacional sobre Política de Desenvolvimento Regional.

Juros de longo prazo
Mantega reafirmou ainda que há espaço para uma nova redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que poderia cair dos atuais 9% para 7% ao ano. A rigor, explicou ele, 7% seria uma taxa um pouco acima da fórmula da TJLP, que é o resultado do somatório do risco País (250 pontos) e da projeção da inflação (4,5% ao ano).

Segundo Mantega, o adiamento da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), a instância que define a TJLP, não se deveu a desacertos dentro do governo sobre uma nova redução dessa taxa, mas a um problema "normal, de agenda" dos ministros que integram o CMN. A reunião estava marcada para esta quinta-feira e foi adiada para o mesmo dia da próxima semana.

O Ministério da Fazenda defende a teoria de que a TJLP deveria aumentar, para aproximar-se da Selic. Mas Mantega insistiu que não há tal debate dentro do governo. "Não é desejável o aumento da TJLP. Sou favorável que a Selic caia e que possa caminhar de mãos dadas com a TJLP para baixo", afirmou, depois de participar de Seminário Internacional sobre Política de Desenvolvimento Regional.

22 março, 2006

Anpec Sul

Os detalhes para que apresenta trabalhos/artigos na Anpec Sul podem ser visto no Blog Quid novi in oeconomia.

21 março, 2006

SBPC

Já estão abertas as inscrições para a 58ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e 13ª Jornada Nacional de Iniciação Científica. O evento ocorre de 16 a 21 de julho deste ano, na cidade de Florianópolis.

O detalhe é que a seleção dos bolsistas é feita pelas próprias Pró-Reitorias de Pesquisa ou Diretorias Científicas das respectivas instituições.

Desta vez vou participar, pois na última edição não me animei a enfrentar um deslocamento do RS até Fortaleza/CE. Apesar de ter todas as despesas pagas. Para nós gaúchos esta edição é bem próxima e vale a pena participar. Terei, possivelmente, um ou dois trabalhos inscritos. Esse é certamente um momento de grande confraternização, além de observar o que os outros iniciantes na área científica pesquisam.

Portanto, assim como eu, outros bolsistas-pesquisadores do CNPq devem participar.

Tem outro detalhe, os bolsistas de Iniciação Científica do CNPq podem ainda inscrever seus trabalhos para concorrer ao Destaque do Ano na Iniciação Científica. Um dos prêmios mais interessantes é uma bolsa de mestrado. Totalmente “free”. Vale a pena participar.

Gostaria também de informar aos meus caros colegas que eu faturei o Prêmio Honra ao Mérito do ano de 2005-2006, na Unisc. O meu projeto foi considerado o melhor na área de Ciências Sociais Aplicadas. No total foram mais de 550 trabalhos apresentados. A avaliação compreendeu na escolha dos melhores resumos, na apresentação oral e no relatório final. A banca de avaliação dos relatórios finais e fechamento da premiação foi efetuada Professores Doutores nas áreas específicas (de fora da instituição) para cada uma das 3 áreas premiadas. Este foi um prêmio bastante concorrido e muito bem avaliado. Algo significativo e deve ser registrado.

Dia Mundial da Água.

A Organização das Nações Unidas – ONU instituiu em 1992, o dia 22 de março como sendo o Dia Mundial da Água. Esta data na verdade não é para comemorar, mas para se preocupar com a tendência de escassez num futuro próximo. Esta escassez é motivada, principalmente, pelo uso desregrado, pela geração e lançamento de efluentes diretamente no corpo hídrico, pelo crescimento desordenado e pelo assoreamento de rios. Além de outros fatores de relevante importância.


Uma das medidas econômicas adotadas para conter o uso perdulário da água é instituir a cobrança pelo uso. Fato este que já vem ocorrendo em algumas bacias hidrográficas do Brasil. Talvez, o caso mais notório seja a bacia do Paraíba do Sul. Esta é uma bacia federal, mas existem outros casos em nível estadual, como no Ceará e no Rio de Janeiro. São Paulo, Paraná e RS ainda não instituíram uma cobrança de fato. Instituir uma cobrança no país, talvez seja necessário devido a forte disparidade na alocação da água nas diferentes regiões. Um exemplo é a bacia amazônica, onde uma pequena porção da população tem acesso a um dos maiores reservatórios de água do mundo. São Paulo é o oposto.


Esta questão de falta e escassez da água será meu tema de monografia na UNISC. Buscarei mensurar o impacto econômico da cobrança pelo uso da água sobre a cultura do arroz. Na região do Vale do Rio Pardo, está cultura tem uma predominância forte na demanda pelos recursos hídricos. Já existem trabalhos, semelhantes ao artigo que publiquei recentemente sobre o tema, que buscam estimar a disposição a pagar pelo recurso.


Parece que uma certeza será a instituição da cobrança, mas deve seguir os preceitos da eficiência econômica. O instrumental está disponível, com grandes autores, como Carrera-Fernandez, Seroa da Motta, Antônio E. Lanna, etc. Carece apenas de uma rápida implementação. Isto se torna importante, pois certamente fará com que estas distorções no uso da água se regularizem. É importante que usuários domésticos, industriais, agropecuários, hidroelétricos se conscientizem de que a disponibilidade hídrica depende de suas ações atuais.


Vale lembrar que, a Lei Federal 9.433/97, instituiu um ordenamento jurídico aos moldes do modelo francês de gestão das águas. Portanto, temos um instrumental jurídico e econômico forte para conter o uso desregrado. Carece apenas de implementar de forma correta e que não inviabilize a produção e supere a capacidade de pagamento pelo recurso.

20 março, 2006

Indústria do petróleo vive "boom" de investimentos

Fornecedores de equipamentos, componentes e serviços para a indústria de petróleo e gás vivem momento de euforia. A razão é o plano de investimentos da Petrobras, de US$ 56,4 bilhões até 2010, sendo US$ 49,3 bilhões no Brasil. O número de empresas cadastradas na Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) passou de 682 em 2002 para 1.306.
Só no Estado do Rio, pelo menos oito empresas estão em fase de instalação de fábricas, com investimentos de US$ 130 milhões. A maior parte desses projetos deve entrar em operação ainda este ano, de olho nas compras diretas de materiais da Petrobras, que no ano passado cresceram 56% e atingiram US$ 2,8 bilhões.
A empresa alemã Schulz já constrói em Campos uma fábrica de conexões de aço inoxidável e ligas especiais, com aporte de R$ 44,5 milhões, e decidiu investir mais R$ 52 milhões em uma unidade de tubos. Até a sede da empresa está sendo transferida de São Paulo para o Rio. Segundo Marcelo Bueno, diretor da Schulz para a América Latina, a exigência de conteúdo mínimo nacional tanto nas contratações da Petrobras como nas licitações da ANP é um fator que reforça as decisões de investimentos.
Além da Schulz, estão em fase de instalação no Rio a britânica Wellstream, a norueguesa TTS Mariner ASA, a sueca ABB e as brasileiras Morganite, Nuclep, ICEC e Brastech. A Wellstream monta uma fábrica de US$ 60 milhões para linhas flexíveis. A Morganite instala uma unidade de fibras isolantes, a estatal Nuclep investe US$ 20 milhões para fabricar motores marítimos e a TTS Mariner produzirá guindastes. A ABB fará manutenção de turboalimentadores, enquanto a ICEC terá fábrica de estruturas metálicas e a Brastech, de embarcações.

17 março, 2006

Pirataria

Aumenta a apreensão de material pirateado.

BRASÍLIA - O Relatório de Avitidades do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNPC) revela que o total de apreensões de mercadorias falsificadas saltou de R$ 870 milhões em 2004 para R$ 1,5 bilhão em 2005, levando em conta uma estimativa conservadora do trabalho conjunto de Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. O número de prisões feitas pela PF no ano passado cresceu 30 vezes, atingindo 1.200.


Foram apreendidos R$ 33 milhões em mídias virgens (CDs, DVDs e software). A PRF apreendeu cinco vezes mais CDs e DVDs, totalizando dois milhões de peças. Foram apreendidas 1,5 milhão de carteiras de cigarro, duas vezes mais que em 2004. As apreensões em Foz de Iguaçu cresceram 86%. Sozinha, a Receita apreendeu o valor recorde de R$ 610 milhões.
- Vamos frear a oferta e encarecer o preço do produto, o que já está acontecendo em alguns casos - afirmou o secretário-executivo do CNPC, Márcio Gonçalves.

Tecnologia

Quanta ironia essa do Bill Gates. Critica o projeto do MIT & Google de desenvolver um computador de U$$ 100. Seria interessante ele montar um também, ao invés de menosprezar um projeto que pode dar acesso digital a milhares de excluídos digitais.
A matéria está no Globo.
WASHINGTON - Depois de apresentar o último lançamento da Microsoft, um computador portátil que deve custar entre US$ 599 e US$ 999, Bill Gates fez pouco caso do projeto do Massachusetts Institute of Technology (MIT) do PC de US$ 100. A máquina é voltada para crianças carentes de países subdesenvolvidos e conta com o amparo do Google, rival da Microsoft.
- A última coisa que você vai querer num computador para ser compartilhado é que ele não tenha entrada de disco e que tenha uma tela pequena - disse Gates.
Bill Gates também disse que o preço do aparelho é apenas uma pequena parte do custo, que inclui também acesso à internet e manutenção.

16 março, 2006

Empreendedorismo

A Revista Pequenas Empresa Grandes Negócios publica uma reportagem, que disponibilizo abaixo, onde se tenta traçar o perfil do empreendedor brasileiro. O mais interessante é os valores com que se começa um negócio no país. Em média 2/3 não chega a R$10.000.

Na última segunda-feira (13/03), o Global Entrepreneurship Monitor divulgou uma pesquisa na qual, entre outros dados, foi traçado um perfil do empreendedor brasileiro.

Em relação à idade, 16,6% dos brasileiros entre 25 e 34 anos são empreendedores em estágio inicial, número que cai para 14,7% entre aqueles que têm entre 35 e 44 anos. Já entre os empreendedores estabelecidos, 14% está na faixa etária que vai de 45 a 54 anos, segundo reportagem do site InfoPessoal. Considerando todos os empreendedores brasileiros, 45% têm até 4 anos de estudo, contra apenas 14% de diplomados por universidades. Entre os empreendedores iniciais, 16,7% têm formação superior e outros 9,2% têm somente até o quarto ano do ensino fundamental. Em relação aos empreendedores estabelecidos, as mesmas taxas são 12,0% e 6,5%, respectivamente. Ainda de acordo com o levantamento, existem mais empreendedores em estágio estabelecido que dedicam tempo integral aos negócios (69%) do que os que estão começando a empreender (55%). Os negócios brasileiros são iniciados com valores financeiros muito baixos: dois terços dos empreendedores investiram menos de 10.000 reais e 22% desembolsaram menos de 2.000 reais. Apenas 22% conseguiram alocar valores acima de 20.000 reais.

09 março, 2006

Matéria sobre carga tributária

Bela matéria essa publicada na Revista Forbes. Um verdadeiro dossiê dos impostos. Vale conferir.

Aqui, a reportagem completa.

Crescimento em 2006

Mais um ano de eleição e a mesma história... "A ECONOMIA VAI CRESCER COMO NUNCA CRESCEU".

Essa reportagem vem da BBC Brasil.

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse nesta quarta-feira, em Londres, que 2006 será, "com certeza, um ano de forte crescimento econômico".

"Os indicadores macroeconômicos continuam evoluindo para o bem, ou seja, as taxas de risco caindo, o perfil da nossa dívida externa nunca esteve tão positivo", afirmou o ministro. "Certamente nós vamos ter um ano de forte crescimento em 2006 e nos próximos. O que nós queremos justamente é que este não seja um ano de crescimento, nós queremos que seja o fortalecimento de um ciclo longo de crescimento para o Brasil, onde a inflação permaneça sob controle, as contas externas continuem fortes e nós possamos crescer muitos anos."
Palocci voltou a afirmar que este ano tem um perfil "muito parecido" com o de 2004, quando a economia cresceu mais de 4%. "Temos alguns elementos melhores, o risco está menor, a nossa dívida está com perfil bastante positivo", disse Palocci.
Sem falar em uma taxa específica de crescimento do PIB para 2006, Palocci disse que uma expectativa de 4% "não está muito otimista, está dentro dos elementos que o Banco Central leva em conta para estabelecer essas expectativas".

Juros e eleição
O ministro da Fazenda disse que as taxas de juros "estão em queda" e destacou a recuperação da atividade industrial que "já mostrava força em outubro, novembro e principalmente dezembro".
Palocci rebateu qualquer associação entre o aumento do PIB previsto por ele para este ano e a realização das eleições para presidente, governadores e para o Congresso em outubro.
"Ele (o crescimento econômico) não tem nenhum aspecto eleitoral, o processo de ajuste que foi feito no passado permite uma inflação menor, e a inflação menor com indicadores evoluindo positivamente vai trazer um crescimento forte."
O ministro, que falou à imprensa após um encontro com professores da London School of Economics, repetiu a idéia de que o importante para o país não é registrar crescimento significativo em um ano específico apenas.
"O mais importante para o Brasil não é crescer bem um ano, é parar de ter crises, é parar de crescer um período e ter crescimento negativo em outro", disse.
"Eu penso que essa história o Brasil já superou, eu tenho muita segurança de que nós vamos entrar num ciclo longo de crescimento. Um ano mais forte, outro ano um pouco mais fraco, mas certamente um período longo de crescimento."
As razões para isso, segundo Palocci, estão ligadas à melhoria de diversos aspectos da economia.
"Hoje nós estamos com uma relação da dívida total do Brasil, pública e privada, com as exportações que é a menor relação dos últimos 30 anos, então isso vai se refletir em incentivo para a produtividade das empresas e para o aumento da produção."
Sobre o fraco crescimento registrado no ano passado, de apenas 2,3%, bem abaixo das previsões iniciais do governo, Palocci disse que o "governo não trabalha com metas de crescimento, o governo olha expectativas de crescimento".

BBC BRASIL

Absolvição inexplicável

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse hoje que não acredita que a imagem da Câmara tenha saído arranhada depois das absolvições, ontem, dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e professor Luizinho (PT-SP), no processo de cassação por envolvimento no esquema do mensalão. Para Rebelo, "a Câmara julga em razão do seu equilíbrio": "Ela (Câmara) deve fazer com que o resultado corresponda à vontade da maioria dos parlamentares: ora cassa, ora absolve", afirmou. "A maioria decide o que a Câmara deve fazer. Senão, teríamos de admitir a hipótese de substituir a Câmara por outro colegiado e não por aqueles que foram eleitos para representar a sociedade. O que a maioria decide é o que representa o pensamento da Câmara", disse Rebelo. Ibest.

Fiquei mais uma vez estarrecido com os "representante do povo". Esse elementos que se intitulam representantes do povo, na fazem jus a credencial. Na verdade, pensei que isso pudesse tornar realidade. Depois de desmascarado esse enorme esquema, só nos restou sentar e ouvir a mesma história. Vamos punir exemplarmente!

Está ai a punição exemplar. Certamente um tremendo acordo que salvou dois. Não se surpreenda se, depois de tudo apurado, culparem o Delúbio Soares e Marcos Valério por tudo isso.

Realmente, uma enganação. Infelizmente, ainda tem eleição este ano. Acho que estou me credenciando ao seleto "grupo dos indignados com a política brasileira" e anularei o voto num sentido de protesto.

05 março, 2006

Orçamento

O Rio Grande do Sul é o sexto estado mais prejudicado na realocação promovida pelo relator-geral do Orçamento da União 2006, deputado Carlito Merss, do PT de Santa Catarina, nos investimentos federais. Enquanto os gaúchos perderam R$ 200 mil do total previsto, mais R$ 22 milhões pelo corte linear nas emendas de bancada, os catarinenses tiveram o volume de investimentos aumentado em R$ 104 milhões. São Paulo, o segundo estado mais favorecido, recebeu R$ 53,6 milhões de Merss, quase metade do direcionado à terra onde o relator nasceu. O total previsto no orçamento para investimentos este ano é de R$ 21,2 bilhões.

Santa Catarina receberia R$ 412,7 milhões pela proposta que o governo encaminhou ao Congresso. Nos relatórios setoriais, em que um grupo de parlamentares apresenta modificações em setores específicos, o valor já havia aumentado para R$ 567,1 milhões. Ao compor a peça final do orçamento, Merss engordou ainda mais os recursos, totalizando R$ 671,5 milhões.


Pelo critério per capita, Roraima, Amapá e Tocantins seriam os estados melhores atendidos com investimentos federais este ano. O mesmo critério deixa Rio de Janeiro, Pará e Maranhão no final da lista. Santa Catarina, ao contrário, irá receber R$ 125,00 para cada habitante.


O coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional, deputado Afonso Hamm, do PP, afirmou neste sábado que os parlamentares gaúchos haviam negociado no Comitê de Orçamento a liberação de R$ 237 milhões para as emendas de bancada. No relatório final, porém, os recursos somaram R$ 215 milhões. Segundo o deputado, os cortes feitos por Merss atingiram setores estratégicos. 'Perdemos recursos para projetos em áreas fundamentais como saúde, segurança e agricultura familiar. Precisamos saber qual o critério adotado, porque havia um acordo com o relator', ressaltou.


O texto de Merss é contestado ainda pelos estados exportadores por prever apenas R$ 3,4 bilhões para compensação das perdas com a Lei Kandir. Os governadores reivindicam R$ 5,2 bilhões, valor liberado pelo Planalto no ano passado. A expectativa do presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, do PC do B, é que o Orçamento seja votado até o final deste mês. Correio do Povo.

Classe média

Segundo o economista e professor da Unicamp Márcio Pochmann, 69,5% da classe média do país se concentra em São Paulo (33,8%), Rio de Janeiro (11,9%), Minas Gerais (9,8%), Rio Grande do Sul (7,7%) e Paraná (6,3%). A explicação é o grau de industrialização dos estados, já que a classe média é um fenômeno urbano.

A estatística faz parte do livro 'Classe média - Desenvolvimento e crise', do qual Pochmann é um dos autores. Ele será lançado pela Cortez Editora na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, dentro da série Atlas da Nova Estratificação Social. Correio Povo.

Previsão do PIB 2006

Em dezembro de 2005, o BACEN divulgou uma previsão para o PIB de 2005 e junto dela uma para 2006. A previsão está inclusa no Relatório de Inflação. O interessante é que se previa um crescimento do PIB de 3,4%, revisto depois para 2,6%. Sendo que fechou em 2,3%.

A previsão para 2006 é de 4%. Um pouco acima do valor de 3%, divulgado por alguns estudiosos do mercado.

Aqui, o relatório do BACEN.

04 março, 2006

Brasil será quarta maior economia em 2050

Apresentado esta semana, o relatório da PricewaterhouseCoopers diz que o Brasil será a quarta maior economia em 2050. Ficando atraz de China, EUA, Índia. O relatório levou em conta o potencial demográfico para obter a projeção do dados.

Segundo o Jornal Times, que concedeu destaque ao relatório, "the fourth-biggest economy would be Brazil, followed by Japan, and then Indonesia and Mexico".

Não sei até que ponto o potencial demográfico pode ser confiável. Mas, vale destacar a projeção.

Aqui, a reportagem do jornal Times.

Inflação

O jornal espanhol El Pais apresenta que o problema de deflação no Japão parece estar se resolvendo. No Japão, o governo tem que estimular o consumo. Já no Brasil, nem precisa falar, onera-se o consumo cada vez mais.

Segundo a reportagem, "La inflación subió en enero por tercer mes consecutivo en Japón y alcanzó el 0,5%, la tasa más alta desde marzo de 1998, cuando se situó en el 1,8%. Con este dato, el ministro de Economía, Kaoru Yosano, dio por abandonada la "espiral de deflación" de la economía nipona. En todo caso, hasta que no se considere totalmente superada, el banco central japonés no revisará su política de bajos tipos de interés".

"El banco central nipón, cuyo consejo se reúne la semana próxima, ha mantenido el precio del dinero en cero en los últimos cinco años para estimular el consumo. El gobernador del Banco de Japón, Yoshihiko Fukui, indicó que la política monetaria podría cambiar si los cambios interanuales en el índice de precios se mantienen estables por encima de cero".

Economist e Lula

Sim, quem diria? Lula em entrevista a uma das revistas mais conceituadas do mundo econômico. Lula na The Economist. Desta vez não foi para apresentar o mensalão ao mundo, mas, para mostrar um pouco dos feitos do atual governo.

O saldo é positivo. E ao que parece, ao meu ver, o mundo econômico não deverá se surpreender com uma possível reeleição. E, pelo que saiu veiculado, investidores e o mercado em geral devem ficar sossegados, pois a contínuidade das políticas é uma enorme possibilidade.

Aqui, a entrevista.

02 março, 2006

Imposto

Fique de olho na calculadora do imposto.