Olhar Econômico

09 março, 2006

Absolvição inexplicável

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, disse hoje que não acredita que a imagem da Câmara tenha saído arranhada depois das absolvições, ontem, dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e professor Luizinho (PT-SP), no processo de cassação por envolvimento no esquema do mensalão. Para Rebelo, "a Câmara julga em razão do seu equilíbrio": "Ela (Câmara) deve fazer com que o resultado corresponda à vontade da maioria dos parlamentares: ora cassa, ora absolve", afirmou. "A maioria decide o que a Câmara deve fazer. Senão, teríamos de admitir a hipótese de substituir a Câmara por outro colegiado e não por aqueles que foram eleitos para representar a sociedade. O que a maioria decide é o que representa o pensamento da Câmara", disse Rebelo. Ibest.

Fiquei mais uma vez estarrecido com os "representante do povo". Esse elementos que se intitulam representantes do povo, na fazem jus a credencial. Na verdade, pensei que isso pudesse tornar realidade. Depois de desmascarado esse enorme esquema, só nos restou sentar e ouvir a mesma história. Vamos punir exemplarmente!

Está ai a punição exemplar. Certamente um tremendo acordo que salvou dois. Não se surpreenda se, depois de tudo apurado, culparem o Delúbio Soares e Marcos Valério por tudo isso.

Realmente, uma enganação. Infelizmente, ainda tem eleição este ano. Acho que estou me credenciando ao seleto "grupo dos indignados com a política brasileira" e anularei o voto num sentido de protesto.