Olhar Econômico

30 abril, 2006

Morre John Kenneth Galbraith


Por Joselmar Silva

John Kenneth Galbraith, morreu no último sábado de causas naturais em um hospital de Cambridge, nos Estados Unidos. Economista internacionalmente reconhecido, Galbraith foi um dos influentes pensadores na teoria econômica contemporânea por se opor à concentração do poder das grandes corporações. Seus livros ocuparam as listas dos mais vendidos. Crítico da Escola Neoclássica e próximo ao pensamento do economista britânico John Maynard Keynes, Galbraith era considerado o herdeiro da corrente do "institucionalismo americano", cujas idéias se caracterizavam pela rejeição à sociedade de consumo, a defesa da intervenção do Estado na economia e a necessidade de humanizar o meio socioeconômico.

Abaixo a matéria da BBC.

Renowned economist and liberal thinker John Kenneth Galbraith has died in the US at the age of 97. He died on Saturday of natural causes in hospital in Cambridge, Massachusetts, his son Alan said. The Canadian-born Harvard professor wrote over 30 books on socio-economic issues, the most famous of which was The Affluent Society in 1958. He moved in political circles, advising Democratic presidents and serving as John F Kennedy's envoy to India. UK Chancellor Gordon Brown paid tribute to him as a "brilliant economist and writer and a great friend of the United Kingdom". "Even in recent years in his 90s he was never slow to give me and others advice," he said, "and he will be remembered for his erudition, his wit and eloquence, and particularly for his economic insights into our age".

"He had a wonderful and full life"
Alan Galbraith, son

JK Galbraith taught at Harvard University from 1948 until his retirement in 1975, but continued to publish books on socio-economic issues. An advocate of government action to solve social problems, he focused on issues such as the distribution of wealth in society. He was awarded the Medal of Freedom twice, by President Truman in 1946 and President Clinton in 2000. Alan Galbraith said his father, who was admitted to hospital two weeks ago, "had a wonderful and full life".

Fugindo dos juros

Por Joselmar Silva

A Rússia esta seguindo os passos da Nigéria que pagou adiantado emprestimos efetuados junto ao Clube de Paris. Os russos estão sendo beneficiados pela alta no petróleo. Com dinheiro em caixa querem quitar de uma vez por todas suas dívidas.

Abaixo a matéria veiculada no site do Clube de Paris.

The representatives of the Paris Club creditor countries met on May 13, 2005 with the representatives of the Russian Federation to examine the offer made by the Russian Federation to prepay US$ 15 bn of its debt. The prepayment will be made at par and offered pari passu to all creditors. The prepayment offer is the largest ever made by a Paris Club debtor country to its Paris Club creditors and will translate into major savings for the Russian Federation in the years to come. Paris Club creditors welcomed the Russian Federation's offer, made six years after Russia's last Paris Club rescheduling, granted in August 1999. The prepayment offer confirms Russia's status as a Paris Club success story. Participation in the prepayment programme is voluntary. An overwhelming majority of creditors have indicated that they are likely to accept Russia's offer. Payments to creditors are expected to begin in June and to end no later than August 20, 2005. Background notes 1. The Paris Club was formed in 1956. It is an informal group of creditor governments from major industrialized countries. It meets on a monthly basis in Paris with debtor countries in order to agree with them on restructuring their debts. 2. The members of the Paris Club who are creditors of the Russian Federation are Australia, Austria, Belgium, Canada, Denmark, Finland, France, Germany, Italy, Japan, the Netherlands, Norway, Spain, Sweden, Switzerland, the United Kingdom and the United States of America. 3. The delegation of the Russian Federation was headed by Mr Serguey STORCHAK, Director, Department of International Financial Relations, Government Debt and Government Financial Assets at the Ministry of Finance. The meeting was chaired by Mr Jean-Pierre JOUYET, Chairman of the Paris Club. Technical notes 1. The Russian Federation debt owed to Paris Club creditors as of March 31, 2005 was estimated at US$ 40 billion.

27 abril, 2006

Para se inspirar

Confira alguns trechos da autobiografia do ex-CEO da General Eletric Jack Welch, Jack definitivo - segredos do executivo do século (editora Campus).

GURU
"Minha mãe era extremamente solidária e generosa com os amigos. Se um parente ou vizinho ia à nossa casa e elogiava os copos na cristaleira, ela não hesitava em dá-los ao visitante. Por outro lado, se alguém se metesse em sua vida, cuidado. Ela nutria um ressentimento profundo contra qualquer um que traísse sua confiança. E essa mesma descrição se aplica sob medida a mim mesmo. Muitas de minhas crenças básicas sobre gestão -- coisas como competir com todas as forças para vender; enfrentar a realidade; motivar as pessoas, ora abraçando-as, ora repelindo-as, para garantir que cumpram suas tarefas -- remontam à sua herança."

CURRÍCULO
"Muitos de meus erros de seleção de pessoal foram conseqüência de meus próprios preconceitos tolos. Provavelmente por ter freqüentado a U Mass - uma ex-universidade rural a US$ 50 por semestre, ainda iniciante em engenharia - impressionava-me o pedigree acadêmico. Quando procurava talentos em engenharia, tentava recrutar pessoal formado pelo MIT, Princeton ou Cal Tech. Melhor seria que me lembrasse de minhas próprias origens. Muitas vezes descobri que a procedência não determinava a qualidade. Nos primeiros dias, ficava fascinado pelos grandes currículos, apinhados de títulos em várias disciplinas. Em geral, esses indivíduos eram até brilhantes e cheios de curiosidade intelectual, mas muitas vezes se revelavam superficiais e dispersos, pouco propensos ao envolvimento pessoal, sem dedicação e paixão por qualquer coisa."

EGO
"Quando recebi uma gratificação de US$ 3.000, em 1964, ofereci uma festa para todos os empregados da empresa na nova casa que acabáramos de comprar na Cambridge Avenue, área proletária de Pittsfield. Na segunda-feira seguinte, gratifiquei-me com meu primeiro conversível, um Pontiac LeMans verde. Cara, eu me senti no topo do mundo -- mas logo recebi uma advertência de como tudo pode mudar de repente. (...) Num belo dia de primavera, depois do trabalho, dirigi-me ao estacionamento e entrei em meu reluzente carro novo. Empurrei a alavanca para baixar a capota pela primeira vez. Em meio ao devaneio, uma mangueira hidráulica estourou e aquele líquido viscoso e grudento besuntou toda a minha roupa e destruiu a pintura de meu maravilhoso Pontiac.
Não dava para acreditar. Lá estava eu, achando-me mais importante do que Deus, e de repente sou fulminado pelo aviso que me traz de volta à realidade. Foi uma grande lição. Sempre que você se julga um mandachuva, algo ocorre que o desperta do delírio. Aquela não seria, de modo algum, a última dessas advertências."

LIDERANÇA
"Passara 11 anos na GE trabalhando no setor de plásticos. Agora, minha missão era descobrir como dirigir todo um portifólio de negócios de materiais industriais (...).Minha primeira tarefa foi analisar cuidadosamente a equipe. Como poucas exceções, julguei-a deficiente. Sou o primeiro a admitir que talvez fosse impulsivo no corte de pessoas naqueles primeiros dias. Mas com o tempo aprendi muito sobre como agir da maneira mais adequada. Essa é a função mais árdua e difícil de um líder. Nunca foi fácil e jamais se torna fácil.
Se aprendi algo que atenuasse as dificuldades, foi a conclusão de que o importante é tomar todas as precauções para que ninguém se surpreenda ao ser convidado a deixar a empresa. Quando identificava alguém que talvez tivesse de ser substituído, chamava a pessoa para pelo menos duas ou três conversas, quando expressava minha insatisfação e dava-lhe a oportunidade de reverter o quadro."

Obs.: Essa matéria me foi enviada pelo meu amigo Joel.

Fonte: Revista VOCÊ S/A.

22 abril, 2006

Taxa Selic


Como já tinha comentado em um outros post feito sobre o reduzido repasse da atual redução da taxa Selic pelo COPOM ao tomador de empréstimo, então coloco o trecho da entrevista que concedi para o Jornal Gazeta do Sul na última quinta feira (20/04). O título do matéria é "Consumidor quase não sente queda dos juros". O Jornal fez uma sondagem com outras figuras importantes da região para verificar qual a tendência dessa medida adotada pelo COPOM repercutir sobre a economia regional. A idéia era verificar quais eram os obstáculos para uma redução efetiva ao tomador de empréstimo. Foram bem interessante os comentários sobre este tema.

Aqui, a matéria completa no Jornal Gazeta do Sul.

20 abril, 2006

Setor Calçadista

Frequentando um aula de Economia Industrial ouvi sobre o grande prejuízo que tem causado os calçados asiáticos aos similares brasileiros. Dentro da discussão surgiu que os sapatos italianos estariam se safando dessa competição por ter o estigma da "qualidade superior". Lendo um texto de José Pastore, vejo que nem os italianos estão protegidos. A globalização não poupa ninguém. Achei interessante colocar o texto na integra. Veja, então, a idéia de Pastore.

"Nos dias de hoje, falar em cotas no comércio internacional soa como idéia neolítica. Mas o que fazer quando há uma ameaça de extinção das espécies?"

Esse foi o desabafo do senhor Rossano Soldini, presidente da Associação dos Produtores de Calçados da Itália. Os calçadistas italianos não agüentam mais a competição da Ásia e prognosticam onda de desemprego no setor e nas atividades satélites.

Não é para menos. Logo após a suspensão do sistema de cotas da União Européia, a entrada de sapatos asiáticos foi arrasadora. As importações italianas em 2005 aumentaram 700% em relação a 2004. Se nada for feito, Soldini acredita que, em dois anos, pouco restará dos atuais 720 produtores de calçados da Itália e dos 8 mil empregos diretos, sem falar nos 25 mil indiretos.
O quadro brasileiro é semelhante. Além de afetarem as vendas externas, os calçados chineses já afetam o mercado interno. Em 2004, o Brasil importou cerca de 6,6 milhões de pares de sapatos da China - o que já era muito; em 2005, esse número saltou para 13 milhões. No mesmo ano, nossas exportações caíram 11% em relação a 2004. Em 2006 poderão cair 26% adicionais.
É impressionante. A China produz cerca de 7,7 bilhões de pares de calçados por ano - quase 60% da produção mundial. Suas vantagens comparativas são conhecidas: juros, tributos e salários baixíssimos, jornadas longas e subsídios de toda a espécie. Não é a toa que a Azaléia deslocou uma de suas fábricas do Rio Grande do Sul para a China, para continuar vendendo no mercado americano.

Em 1985 o Brasil exportou para os Estados Unidos cerca de 113 milhões de pares de sapatos e a China apenas 21 milhões. Em 2005 a exportação do Brasil foi de 122 milhões de pares e a da China foi de quase 2 bilhões - um crescimento vertiginoso. Ou seja, depois de 20 anos, nossas vendas para os americanos estão na mesma e as da China explodiram.

O enfraquecimento das exportações brasileiras e a aceleração das importações de calçados têm causado grandes estragos nas empresas e nos empregos. Em 2005 foram fechadas cerca de 60 fábricas e extintos 25 mil empregos diretos. Só em Franca, perderam-se 5 mil empregos -, quase 20% da mão-de-obra do setor. No Vale dos Sinos, foram destruídos mais de 13 mil postos de trabalho. Como a cadeia produtiva é enorme, a perda de 25 mil empregos diretos provoca um grande impacto nos empregos indiretos e na economia das comunidades calçadistas. É sempre preocupante quando a extinção de postos de trabalho atinge os setores de bens não duráveis porque eles respondem por 54% do emprego industrial.

O problema do setor e calçados é de extrema complexidade. A combinação de dólar baixo, imposto alto, juros obscenos e encargos trabalhistas exorbitantes, está sendo letal para a competitividade da maioria das empresas. É pena ver isso acontecer depois de tantas conquistas tecnológicas e da alta qualidade do calçado brasileiro.

Os empresários partiram para novas estratégias como, por exemplo, a de vender "moda". Ocorre que a China também investe em beleza. A própria Itália vem sendo afetada pela entrada maciça de sapatos chineses com estilo italiano. É pouco provável que essa estratégia renda muito mesmo porque nossos preços estão 30% acima da concorrência mundial.

Recentemente, os calçadistas passaram a pleitear do governo: (1) ressarcimento dos créditos de PIS, COFINS e IPI que está atrasado um ano; (2) restituição dos créditos de ICMS oriundos das exportações; (3) elevação da tarifa externa comum no Mercosul para 35%; (4) repressão severa às práticas de sonegação, contrabando e pirataria; (5) e, finalmente, uma salvaguarda em relação à importação de sapatos chineses. Os produtores de calçados esperam o mesmo tratamento dado aos têxteis, cuja exportação chinesa foi reduzida por meio de acordo voluntário.

Há providências adicionais de igual importância e que estão fora do alcance dos empresários. Uma delas diz respeito às exageradas despesas de contratação do trabalho; outra se refere à sangria tributária, sem falar, é claro na obscenidade dos juros.

Numa quadra em que as exportações do Brasil em geral vêm brilhando, é importante não descuidar dos setores mais frágeis que geram muito emprego. A perda de mão-de-obra qualificada neste momento constitui um sério prejuízo para a retomada da produção e das vendas em futuro próximo além de gerar uma grave deterioração das condições de vida dos trabalhadores e das comunidades envolvidas. Ninguém espera que o governo monte um hospital para as empresas em dificuldade. Mas ninguém deseja tampouco que as autoridades ignorem os problemas de um setor tão importante para o emprego e para a renda no interior do Brasil.

SELIC


Muito se comenta sobre a redução da SELIC. Neste post pretendo ir pelo caminho do tomador do empréstimo, possível beneficiado com a redução na taxa básica. Mas, vem ocorrendo o contrário. O COPOM vem referendando quedas sucessivas, mas o repasse dessa queda ao consumidor não vem acompanhando na mesma magnitude.

Porque será?

A primeira idéia é que essa previsão que está solta na mídia leva em conta estimativas matemáticas. Quem cumprem muito bem seu papel, mas não podem ser generalizadas devido as diferentes metodologias utilizadas nas instituições bancárias. A taxa básica é o referencial, mas não é "tão" importante assim quando da definição do juro a ser praticado ao consumidor.

A segunda idéia é que no repasse está embutido o "Spread". No Spread fica boa parte ou se não o total da redução do COPOM na selic. Isso varia de instituição para instituição. Uma saída seria a pesquisa de melhores taxas. No Spread está incluso as incertezas quanto ao futuro. Isso se acentua em um período eleitoral. Então, é normal esse estilo cautelos.

Isso é o que percebo, mas é quase certo que o consumidor terá que conviver com taxas escorchantes pelos próximos 60 dias. Isso é o período médio que começa a redução gradual no sistema bancário. Ou seja, um aumento da Selic empurraria o custo do empréstimo para cima numa velocidade muito superior a da redução que vivemos hoje.

Sobre esse post fiz um comentário para o Jornal Gazeta do Sul, onde tento mostrar essa tendência a estabilidade na redução da taxa de juro aos consumidores. Quando sair a matéria no Jornal eu divulgo.

Aberto a comentário.

18 abril, 2006

Santa Catarina-SBPC

Neste post peço a sugestão de alguém que conheça um bom hotel (e barato de preferência) próximo a UFSC, em Santa Catarina. É que terei que apresentar um trabalho na SBPC, mas estou sem opção no momento.

Toda sugestão é bem vinda.

Blog de Empreendedorismo

Está no ar um ótimo blog de empreendedorismo. Vale conferir, pois tem ótimas dicas de como montar ou planejar um negócio.

O blog do Prof. Dornelas.

17 abril, 2006

10 anos do massacre

Nesta segunda-feira, 17 de abril, completam 10 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás (PA). Muito tem se falado do MST nos últimos anos. Uns contra outros a favor. Mas, é certo que esse é o principal movimento em ação no país. Polêmico na maioria das vezes.

Trabalho em um projeto de pesquisa que tem como foco o discurso dos lideres do movimento. Tenta-se buscar as contradições entre os que os lideres e as bases do movimento buscam.É precisamente na contradição, ainda pouco explorado pelos pesquisadores que se pode verificar a evolução do movimento. Ou seja, como o meio social, político, ético tem influenciado os discursos e ações do movimento.

Mas, neste post procuros relembrar que já fazem 10 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás (PA) e pouco foi feito para punir os culpados. Infelizmente, a justiça tarda nesse país. Num informativo do MST podem ser lidos alguns comentários de algumas pessoas que sobreviveram ao massacre.

"Eles chegaram dos dois lados e nós ficamos no meio. Não tínhamos condição de fazer nada. Um monte de policiais armados com fuzil e metralhadoras!", Avelino Germiniano, 51 anos, sobrevivente do Massacre de Eldorado dos Carajás.

"Quando os ônibus de Marabá chegaram com os policiais, já desceram e deram uma rajada para cima. Achamos que era só para nos intimidar. Começamos a gritar palavras de ordem. Tinha um companheiro surdo-mudo, ele não entendeu nada e foi em direção aos policiais, o finado Amâncio. Ele foi o primeiro que caiu", Miguel Pontes da Silva, 42 anos, sobrevivente do Massacre de Eldorado dos Carajás.

"Levei uma pancada no pescoço e senti o sangue escorrendo nas minhas costas. No momento não percebi se era por causa da pancada ou se foi bala. Quando cheguei no barraco, meus filhos estavam agoniados. Coloquei eles nos braços e ainda carreguei mais dois filhos alheios. Cada dia que eu relembro aquilo parece que estou vivendo tudo de novo", Dalgisa Dias de Sousa, 50 anos, sobrevivente do Massacre de Eldorado dos Carajás.

Fonte: MST informa

14 abril, 2006

Brasil opta pelo modelo japonês na TV Digital


O modelo de TV digital no Brasil será o japonês. O memorando no qual o Brasil se diz favorável à adoção do sistema para a TV digital no país foi assinado ontem, em Tóquio, pelos ministros das Relações Exteriores dos dois países. A opção do Brasil pelo modelo japonês ainda deverá ser confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o memorando, "o Brasil vem estudando favoravelmente a implementação de TV digital, baseado no padrão ISDB-T, e a cooperação para o desenvolvimento da respectiva indústria eletroeletrônica brasileira". O documento foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Aso.

O acordo é resultado da visita, ao Japão, de uma comitiva de ministros, composta, além de Amorim, por Hélio Costa, das Comunicações e Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento. Os ministros e técnicos do governo reuniram-se nos últimos dois dias com representantes do governo e da indústria japonesa.

Trabalhar juntos pela adoção do sistema de transmissão de TV digital no Brasil - chamado de nipo-brasileiro -, foi o compromisso firmado pelos dois governos, que expressaram ainda o desejo de estabelecer uma parceria sólida e duradoura. O sistema adotaria a modulação japonesa, incorporando avanços tecnológicos brasileiros. O Brasil não pagará royalty pelo uso da tecnologia, e os japoneses se comprometem a treinar pessoal, compartilhar informações e financiar a mudança do sistema.

Uma fábrica de semicondutores a ser instalada no Brasil ainda está em negociação, mas o governo japonês se compromete a apoiar a iniciativa. Segundo Amorim, o anúncio formal do modelo de TV digital será feito no momento adequado:

- O importante era ter um memorando que demonstrasse o engajamento do governo do Japão com o desenvolvimento tecnológico e industrial, com a abertura para as inovações técnicas feitas pelo Brasil.

Como próximos passos nas negociações entre os dois países, o documento aponta a iniciativa de o Brasil organizar um comitê de indústrias que ficará responsável pela elaboração de propostas que favoreçam o investimento internacional em indústrias de ponta no país, como a de semicondutores.

O padrão definido

Japonês (ISDB-T)
Privilegia a transmissão em alta definição para televisores fixos.Também permite a transmissão em standard para receptores em movimento e em baixa definição diretamente para telefones celulares (sem que o sinal passe pelas operadoras de telefonia móvel).

O governo decidiu pelo padrão japonês levando em conta as contrapartidas oferecidas pelos países e empresas. O objetivo é negociar a implantação de uma fábrica de semicondutores.

As diferenças

O padrão americano (ATSC) ressalta a imagem de alta definição, enquanto o europeu (DVB) é melhor em programação. O sistema japonês acrescenta a possibilidade de recepção por telefone celular.

Fábrica em contrapartida

O que é:
Semicondutores são componentes usados na fabricação de equipamentos como computadores, televisores e DVDs. São feitos de material com capacidade limitada de conduzir corrente elétrica.
O termo também é aplicado, incorretamente, a componentes eletrônicos como transistores e circuitos integrados. Esses componentes, na verdade, são fabricados com base em materiais semicondutores.

Por que é importante:

A instalação de uma fábrica de semicondutores seria o símbolo de que o Brasil entrou realmente na era da nova tecnologia de informação. Os semicondutores são matéria-prima na produção de microchips, por exemplo, presentes em equipamentos eletrônicos como celulares, TVs e computadores. Como o Brasil não produz microchips, gasta US$ 2,5 bilhões por ano só com a importação desses produtos.

Fonte: Jornal Zero Hora (14 de abril de 2006. Edição nº 14841)


Alguns comentários:

Quem paga essa conta? Pelo que consultei até agora, seria as empresas de telecomunicações que terão de investir U$ 1,7 bilhão em dez anos destinados à substituição de transmissores e antenas, equipamentos de gravação e edição bem como recursos técnicos e de produção oriundos da oferta de novos serviços. E, no Brasil, só a Rede Globo (Via Projac) tem condições hoje de retransmitir imagens digitais. O mercado potencial é de cerca de U$$ 10 bilhões.

E a população, o que será que ela achará? Em uma população de analfabetos tecnológicos como a nossa, menor importância terá a sofistificação na qualidade de imagem e som ou na interatividade de serviços que a possibilidade de multiplicar o alcance de canais e opções de programação. A quase totalidade dos telespectadores nunca teve como usufruir as vantagens da TV por assinatura.

E a adaptação, como será? A alta definição só será recebida por aparelhos de TV que custam hoje em torno de 15 ou 20 mil. A príncipio não adianta colocar uma "caixinha" (conversor set top box) pois a "caixinha' apenas fornece algumas funcionalidade e não conversão total para uma imagem de alta definição.

Mas, certamente o Brasil está entrando num dos mercados mais promissores e que ainda não decolou de vez. Certamente, um grande negócio e com um lobby muito forte de grandes empresas multinacionais.

Alguns sítios interessantes: CPqD, FINEP

13 abril, 2006

Sem medo de ser Feliz!!!

Viver é uma experiência única, na qual sempre temos a opção de desistir ou continuar...
Entretanto para continuar sempre precisamos de CORAGEM!!!
Coragem para arriscar ser feliz, coragem para buscar sempre.
Se vc é assim, esta sempre em busca de seus sonhos ou objetivos. Se acha que sempre vale a pena arriscar, pq afinal quem arrisca corre o risco de vencer!!! Então vc faz parte das pessoas que considero fundamentais para o mundo: AQUELAS QUE TEM CORAGEM DE ARRISCAR...

09 abril, 2006

DETRAN/RS CONTRA COMUNIDADES DO ORKUT

O Detran/RS solicitou ao Ministério Público a apuração da responsabilidade penal dos usuários do meio eletrônico ORKUT, nos casos das comunidades que incitam a prática de infrações e delitos de trânsito, contrariando o Código de Trânsito Brasileiro(CTB), o Código Penal e a lei das contravenções penais.

São em torno de 250 comunidades envolvendo cerca de 100.000 participantes. As mensagens e textos de conversações do “Orkut sem lei”, além da incitação ao descumprimento das normas de trânsito, trazem um efeito nefasto para a educação e a maneira segura de conduzir um veículo automotor.

Segundo o assessor jurídico do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, “a autarquia tem medidas de educação e de comunicação voltadas para a preservação da vida, e estas mensagens no Orkut chocam-se com o objetivo da segurança no trânsito”.

Assim que as investigações estiverem encerradas e tudo for materializado, o Ministério Público oferecerá denúncia. Fonte: Detran/RS

A previdência de Scheikman


Estrela brasileira das universidades de Chicago e Princeton, economista vai criar planos de aposentadoria para clientes abonados de gestora carioca.


O professor José Alexandre Scheinkman, umdos principais nomes brasileiros nos meios acadêmicos da economia internacional, está pensando em aposentadoria. Mas não na dele. Famoso por ter chefiado o Departamento de Economia da Universidade de Chicago – posto já ocupado por Milton Friedman e, desde então, venerado e criticado como templo do liberalismo americano – Scheinkman hoje leciona na Universidade de Princeton e segue ativo no debate da economia nacional. A novidade é que ele acaba de romper a fronteira da academia e vai trabalhar como consultor no mercado brasileiro de previdência privada. Sua proposta é trazer para o País seu conhecimento sobre os sistemas de aposentadoria complementar dos Estados Unidos (onde vive há 30 anos) e da Europa. “A minha participação será estratégica”, diz Scheinkman. Sua atenção estará voltada para o desenvolvimento de novas aplicações. Basicamente, planos de previdência com mais ações em carteira, tendo o Ibovespa como referência, até o limite permitido por lei (49% dos investimentos do fundo). A idéia é desenhar produtos sob medida para poupadores de alto poder aquisitivo, com fôlego financeiro para bancar uma aplicação mínima de R$ 150 mil. Scheinkman tentará adequar as aplicações ao perfil de cada cliente. Exemplo: o plano de previdência de um investidor que atue no setor financeiro não terá ações de bancos na carteira. “É importante diversificar os riscos quando se pensa no futuro”, ensina o professor.
Scheinkman chega ao mercado financeiro em parceria com o também economista Mauro Molchansky, presidente da RealAssets, uma empresa carioca de administração de recursos. Ao contrário do acadêmico, Molchansky tem história nas finanças. Como diretor financeiro da Aracruz Celulose, ele coordenou o primeiro lançamento de ações de uma companhia brasileira na Bolsa de Nova York, em 1992. Desde 2002, ele comanda a RealAssets, especializada em gestão de fortunas. Nesses quatro anos, convenceu-se de que a previdência privada brasileira carece de produtos adequados para este público de altíssimo poder aquisitivo. Os rendimentos médios são tímidos – em geral apenas acompanham o CDI – e os custos são elevados. Do total do patrimônio do setor, que chegou aos R$ 85 bilhões em 2005, apenas 1% está aplicado em renda variável. “Há um conservadorismo neste ramo”, observa Molchansky.
Há seis meses, nas primeiras conversas com Scheinkman, em Nova York, ele confirmou a suspeita de que o mercado brasileiro está atrasado. Nos Estados Unidos, a bolsa de valores é o carro-chefe da Previdência. “Minha intenção é usar a experiência internacional do professor Scheinkman para inovar”, diz Molchansky. Claro que a realidade nacional, marcada pelos juros exageradamente elevados, inibe investimentos em ações. Mas os dois cérebros da RealAssets avaliam que, para investimentos de longo prazo, a renda variável é uma promessa nada desprezível de bons retornos.
A gestora de recursos carioca já está testando um fundo de previdência, administrado pelo Santander. A carteira, por enquanto, tem apenas 10% de seus ativos em ações. Mas o custo foi reduzido com a não cobrança da chamada taxa de carregamento (valor normalmente cobrado pelas seguradoras para bancar despesas administrativas). Apenas três meses depois de lançada, a aplicação acumula um rendimento de 122% do CDI (principal parâmetro para a indústria de fundos). E já chama a atenção dos especialistas. “É um modelo de negócio independente novo no mercado”, avalia Marcelo D’Agosto, sócio-diretor do site financeiro Fortuna. Detalhe: os planos de previdência da RealAssets terão de passar não só pelo crivo de sua clientela, mas também pelo das seguradoras e bancos, que serão responsáveis pela administração e custódia dos produtos.

08 abril, 2006

O Rio grande que queremos...


Após o encontro que definiu a visão de futuro para o Rio Grande do Sul, realizado nos dias 8 e 9 de março, o movimento O Rio Grande Que Queremos – Agenda Estratégica RS 2006/2020, iniciou uma nova etapa na construção do documento final que deverá estar pronto no segundo semestre deste ano. Nesta fase, o objetivo é construir o Mapa Estratégico da Agenda, a partir dos 11 temas escolhidos no encontro coletivo da Fiergs, que reuniu cerca de 850 representantes da sociedade gaúcha. Em cada um dos temas propostos (relação abaixo) foram sugeridos inúmeros e importantes objetivos a serem alcançados. “O trabalho coletivo, agora, é apontar quais destes objetivos serão incluídas no Mapa Estratégico”, afirma Ronald Krummenauer, diretor da Pólo RS e coordenador da parte técnica da Agenda.

A preocupação com a participação de representantes da sociedade no desenvolvimento desta fase da Agenda RS 2006/2020, também é constante entre os organizadores do movimento. Para tanto, está sendo realizada uma pesquisa onde a população gaúcha, do interior e da capital, irá escolher dois objetivos por tema para constarem do Mapa Estratégico. Agenda estará na Usina do Gasômetro Na capital, os organizadores do movimento também estão preparando uma reunião pública no próximo domingo, 9/4, na Usina do Gasômetro para aplicação da pesquisa. Segundo o presidente da Força Sindical, Cláudio Janta, que apoia a ação na Usina, “ninguém pode ficar de fora, pois todos os gaúchos têm um lugar assegurado na mesa de debates e discussões do projeto O Rio Grande que queremos”.

A pesquisa também pode ser realizada através do site do movimento - http://agendars2020.plugin.com.br/. “ Através desta mobilização, que irá envolver a distribuição dos volantes da pesquisa junto a população e também por amostragem, assim como pelo site do movimento, estaremos incluindo a população no processo direto de escolha das prioridades que irão integrar o Mapa”, igualmente afirma o diretor da Pólo RS, Ronald Krummenauer.

O prazo para término desta segunda etapa também já está definido. Será no dia 26 de abril, após um segundo encontro coletivo quando essas informações serão consolidadas dando forma ao Mapa Estratégico da Agenda RS 2006/2020. Temas apontados no encontro do dia 8 e 9 de março e que serão desdobrados no Mapa Estratégico que estará finalizado no dia 26 de abril após encontro coletivo:

1. Desenvolvimento do mercado;
2. Inovação e Tecnologia;
3. Meio Ambiente;
4. Gestão Pública;
5. Planejamento Estratégico, Qualidade e Gestão;
6. Ambiente Institucional e Regulatório;
7. Infra-Estrutura;
8. Disponibilidade de Recursos Financeiros;
9. Educação;
10. Cidadania e Responsabilidade Social;
11. Saúde e Habitação.

06 abril, 2006

Superávit cambial chega a US$ 7,9 bi em março

Os ingressos de dólares no país superaram as saídas em US$ 7,993 bilhões em março, produzindo o maior saldo positivo no mercado de câmbio desde março 1998. Os números divulgados pelo Banco Central mostram forte ingresso de moeda ligada a operações financeiras, como investimentos e empréstimos estrangeiros, além da continuidade das vendas por exportadores.
Os bancos absorveram a maior parte do saldo positivo do mercado de câmbio. Do superávit de US$ 7,993 bilhões, ficaram com US$ 5,4 bilhões. Desse forma, aumentaram sua posição comprada em dólar, entre fevereiro e março, de US$ 200 milhões para US$ 5,6 bilhões, a mais alta observada nas estatísticas. O BC absorveu cerca de US$ 2,6 bilhões por meio de seus leilões de compra de dólares.
Em fevereiro, quando o mercado também viveu um quadro de abundância de moeda estrangeira, o BC absorveu apenas uma pequena parcela dos valores disponíveis. A autoridade monetária só compra moeda dentro das condições de mercado - ou seja, se há instituições financeiras dispostas a se desfazer da moeda aos preços vigentes em mercado a cada momento. Portanto, o baixo volume adquirido pode ser creditado a uma maior disposição do conjunto de bancos em reter moeda.
Como vem ocorrendo desde 2003, o segmento de câmbio comercial é o maior responsável pela sobra de moeda em mercado. Em março, as vendas de dólares por exportadores superaram as compras de importadores em US$ 5,537 bilhões.
Em março, houve também superávit no segmento financeiro, de US$ 2,4556 bilhões, incluído nesse número o fluxo de capital estrangeiro ao país, seja sob a forma de investimentos ou empréstimos. Desde fevereiro o país voltou a registrar saldos expressivos no segmento financeiro. Salvo alguns pequenos números positivos, a regra desde a adoção do regime de câmbio flutuante é de déficits expressivo. No primeiro trimestre, o superávit no mercado de câmbio já chega a US$ 17,692 bilhões, valor próximo aos US$ 18,819 bilhões observados em 2005 inteiro.

Aqui começa o problema

Um censo produzido a pedido do Senado Federal em todas as Câmaras Municipais do país apontou que 41% dos vereadores têm apenas o ensino fundamental. A pesquisa foi feita pelo Interlegis, um programa desenvolvido pelo Senado Federal, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os dados do 1º Censo do Legislativo, divulgados ontem, mostram que 18% dos vereadores não têm sequer o ensino fundamental - 14% cursaram os primeiros anos e 4% não freqüentou a escola (mas sabem ler e escrever). Outros 40% dos vereadores concluíram somente o ensino médio. O ensino superior foi concluído por 19% - desse total só 3% conseguiram fazer pós-graduação.

A pesquisa apontou uma predominância absoluta do sexo masculino nas Câmaras Municipais: 88% dos vereadores são homens. Segundo o censo, a média do salário da categoria é de R$ 1.740,93. A faixa etária dos vereadores é elevada: 63% têm 40 anos ou mais - dos quais 44% estão na faixa até 50 anos; 16% têm entre 51 e 61 anos e 3%; 62 anos ou mais. Segundo o censo, 6% dos vereadores têm de 18 a 28 anos, e a faixa entre 29 a 39 responde por 31%. Os dados do Censo foram coletados nas 5.562 Câmaras Municipais do Brasil, entre julho e agosto do ano passado. Folhapress.

04 abril, 2006

Um novo projeto

Meus caros leitores!

Estou montando um novo blog. Um blog de Economia do Meio Ambiente. Isso é um objetivo antigo e derivado de um ano de bolsista do CNPq. Adquiri, até certo ponto, um ralo conhecimento sobre a cobrança pelo uso da água. Neste semestre tenho trabalhado, especificamente, na confecção do projeto da Monografia. Assim, acho interessante dividir, sugerir, comentar alguns desses textos que tive acesso. Mas, acho que isso deve ser feito em um espaço apropriado. Um blog específico é o melhor lugar.

Então, acho interessante partilhar das idéias com outros e-leitores também interessados por este emergente tema econômico. Portanto, este novo projeto está "recrutando" novos contribuidores. Se você se encaixa no perfil e tem tempo e disposição para postar algo plausível de discussão, se habilite.

Até o momento tenho pouco tempo para melhor organizar os links, layout, etc. Mas, em breve me dedico mais a isso. E as postagens começaram em breve.

O endereço provisório é "Olhar Ambiental" ...muito semelhante ao meu outro projeto "Olhar Econômico".

03 abril, 2006

Mantega e o Mercado

O novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, terá que "ganhar a confiança" dos investidores estrangeiros, mostrando que seguirá os passos do antecessor Antonio Palocci, diz a revista britânica The Economist. BBC Brasil
Será que precisa?

MST em ação

Um incêndio destruiu cerca de 500 toneladas de cana de açúcar da Usina Decasa, em Caiuá, no Pontal do Paranapanema, na madrugada de hoje. A usina pertence ao grupo Olival Tenório, um dos principais produtores de açúcar do Estado de Alagoas. O diretor da empresa, Durval Guimarães, suspeita da ação do Movimento dos Sem-Terra (MST), que mantém acampamentos na região. Na semana passada, integrantes do movimento já haviam colocado fogo em outro canavial da empresa. Segundo Tenório, a cana queimada não estava pronta para a colheita, que inicia só em maio. Ibest economia.

TV digital

O diretor de Tecnologia e Pesquisa da Philips do Brasil, Walter Duran, disse hoje que a União Européia ofereceu ao governo brasileiro isenção da taxa de importação para televisores digitais e conversores produzidos no Brasil e vendidos para países europeus. Esta seria uma das contrapartidas comerciais oferecidas ao governo brasileiro, caso o Brasil opte pelo sistema europeu de TV digital.
Começou ... só não vale propina!

Previsão da SELIC

O mercado financeiro está otimista quanto ao recuo da inflação e da taxa básica de juros da economia (Selic) para o final do ano. As projeções de mercado para a inflação medida pelo IPCA de 2006 caíram de 4,57% para 4,50%. Para a Selic do fim do ano, as previsões foram reduzidas de 14,25% para 14,13%, pela terceira vez consecutiva. Os dados foram divulgados pela manhã pelo Banco Central e fazem parte da pesquisa semanal Focus feita junto a mais de 100 instituições financeiras. Ibest economia

01 abril, 2006

Blog da Guerra

Interessante esse blog que relata fatos que acontecem no Iraque. O jornal britânico The Times publicou o seguinte trecho do blog da escritora, iniciado em setembro de 2003: "Sou mulher, iraquiana, e tenho 24. Eu sobrevivi à guerra. Isso é tudo o que você precisa saber. E é tudo o que importa hoje em dia."

Blog Baghdad Burning ...

Antártica ficou 2º C mais quente em 30 anos, diz estudo


Um estudo realizado por cientistas britânicos e publicado pela revista americana Science mostra que, nos últimos 30 anos, a temperatura do ar na Antártida durante o inverno subiu mais de 2ºC.

Balões meteorológicos espalhados pelo continente de 1971 a 2003 mostraram que o aquecimento do ar pôde ser notado em toda a Antártida. A pesquisa também contou com o apoio de nove estações de pesquisas internacionais, a maior parte delas localizada na parte leste do continente. Os cientistas que publicaram o trabalho não sabem explicar a causa do aquecimento.

Consequências
Eles dizem que o fato pode estar ligado ao aumento de gases na atmosfera ou mesmo a variações naturais no sistema climático do continente. "Existe muita discussão sobre a relação entre o uso dos gases e o aumento da temperatura na Antártida", diz Dr. John Turner, um dos autores do estudo. "O problema é diferenciar o que é causado pela própria natureza e o que é resultado das atividades humanas", acrescenta. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo questionam a eficiência dos atuais modelos de controle climático, já que eles falharam ao simular o aumento da temperatura na Antártida. "Eu chequei todos os modelos (de controle) e concluí que a Antártida é muito mal coberta por eles", diz Dr. Jeff Ridley, cientista climático do Hadley Centre for Climate Prediction and Research. Os cientistas se preocupam com as possíveis conseqüências do aquecimento. Se totalmente derretida, a água contida nos blocos de gelo da Antártida pode elevar o nível do mar em até 60 metros.

A questão que fica é: Se gasta tanto com guerras, ocupações, mas, será que não é possível investir um pouco mais em tecnologia para mensurar esses níveis preocupante de derretimento das geleiras? Será...e o interesse econômico?

Entrevista

Entrevista de Maílson da Nobrega, Sócio-diretor da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda.

A Presidência da República em 2007 estará nas mãos ou do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva ou de Geraldo Alckmin, do PSDB. Isso indica que não haverá mudança na atual política econômica, disse o sócio-diretor da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em entrevista à InvestNews.

Na avaliação do executivo, embora o candidato do PSDB critique o atual cenário econômico, ele não terá força para mudar o quadro e “nem será louco para mudar”. Para Maílson, o discurso crítico do PSDB “é só da boca pra fora”. Em sua avaliação, o que vai diferenciar o próximo presidente é a capacidade de mobilizar o País e construir os consensos para enfrentar os grupos de interesses, as coalizões de veto que se opõem às reformas estruturais. Segundo Maílson, as reformas não foram feitas até agora porque, de um lado, a força dos lobbies é superior à capacidade dos governos e, por outro, Lula “foi medíocre” na articulação política e o processo das reformas ficou paralisado depois das denúncias do “mensalão”.
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