Olhar Econômico

20 abril, 2006

SELIC


Muito se comenta sobre a redução da SELIC. Neste post pretendo ir pelo caminho do tomador do empréstimo, possível beneficiado com a redução na taxa básica. Mas, vem ocorrendo o contrário. O COPOM vem referendando quedas sucessivas, mas o repasse dessa queda ao consumidor não vem acompanhando na mesma magnitude.

Porque será?

A primeira idéia é que essa previsão que está solta na mídia leva em conta estimativas matemáticas. Quem cumprem muito bem seu papel, mas não podem ser generalizadas devido as diferentes metodologias utilizadas nas instituições bancárias. A taxa básica é o referencial, mas não é "tão" importante assim quando da definição do juro a ser praticado ao consumidor.

A segunda idéia é que no repasse está embutido o "Spread". No Spread fica boa parte ou se não o total da redução do COPOM na selic. Isso varia de instituição para instituição. Uma saída seria a pesquisa de melhores taxas. No Spread está incluso as incertezas quanto ao futuro. Isso se acentua em um período eleitoral. Então, é normal esse estilo cautelos.

Isso é o que percebo, mas é quase certo que o consumidor terá que conviver com taxas escorchantes pelos próximos 60 dias. Isso é o período médio que começa a redução gradual no sistema bancário. Ou seja, um aumento da Selic empurraria o custo do empréstimo para cima numa velocidade muito superior a da redução que vivemos hoje.

Sobre esse post fiz um comentário para o Jornal Gazeta do Sul, onde tento mostrar essa tendência a estabilidade na redução da taxa de juro aos consumidores. Quando sair a matéria no Jornal eu divulgo.

Aberto a comentário.